Grito de guerra

Governadores e prefeitos estão com a cabeça doendo de tanto fazer conta. Isso porquê o piso nacional dos professores subirá para R$ 4.420,55 – um reajuste de 15% em relação ao piso do ano passado. A portaria com o novo valor já foi assinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
Os profissionais do magistério precisam permanecer vigilantes, a fim de garantir o cumprimento da Lei do Piso. Se em tempo de calmaria o reajuste anual devido aos professores costuma provocar um confronto aberto entre os gestores públicos e os quadros da educação, imagine-se em período de águas revoltas, de crise econômica e fiscal, com estados e municípios em apuros. O anúncio do reajuste deve motivar um grito de guerra, um anúncio de luta proclamado pelos sindicatos da categoria.
Reajustes sucessivos, em patamares muito acima da inflação, garantiram a dignidade merecida por profissional tão importante. Desde então, o compromisso alegado com a educação foi obrigado a largar o travesseiro confortável da palavra. Não adianta reconhecer a importância estratégica da educação da boca pra fora, sem pagar o que é devido aos professores.
Quando o presidente Lula, ainda em seu primeiro mandato, sancionou a Lei que instituiu o Piso Nacional do Magistério, beneficiou de uma vez só cerca de 800 mil professores da rede pública que ganhavam menos de R$ 950. Desde então, a situação do professor em sala de aula melhorou muito. A depender dos gestores locais, sempre sovinas quando se trata de reconhecer o trabalho dos servidores, contudo, a Lei do Piso teria virado letra morta, há tempos.

Compartilhe esta notícia