Policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), em ação conjunta com o Comando de Policiamento Especializado (CPME), fecharam um ponto de venda de drogas no bairro Santos Dumont, Zona Norte de Aracaju. A operação pode ser considerada bem sucedida em diversos aspectos. Mas, no fundo, todos sabem, o esforço deu em nada, trata-se apenas de enxugar gelo.
As páginas policiais não deixam margem para dúvida: o crime organizado já se abancou e disputa o território estadual com o governo de Sergipe. A apreensão regular de drogas no estado, em volume e regularidade cada vez maior, evidencia que o comércio de entorpecentes não atende apenas ao varejo das bocas de fumo. Sergipe está no mapa do tráfico.
Muito barulho por quase nada. Na operação aqui em questão, por exemplo, um suspeito de distribuir entorpecentes para pequenos traficantes foi preso em flagrante e 27 tabletes de maconha prensada foram apreendidos. O detido foi encaminhado à delegacia plantonista, onde as medidas cabíveis ao caso seriam tomadas. E pronto.
Sem investimento em inteligência, sem mirar a estrutura das organizações criminosas, o trabalho da polícia sergipana resulta muito limitado. Resolve problemas pontuais, mas não resgata o território cobiçado pelo poder paralelo, imposto por força de armas, coação, intimidação, o território já na mira dos traficantes.


