A geração de empregos foi o grande óbice da gestão Belivaldo Chagas. A massa de trabalhadores desempregados em Sergipe é imensa, uma das maiores do País. E para esse mundo de gente que terá de olhar o herdeiro de herança tão indesejada, o sucesso de Belivaldo, Fabio Mitidieri.
O homem que “chegou para resolver”, como alardeava o governador, não foi capaz de vencer as adversidades da economia e criar as oportunidades esperadas pelos trabalhadores sergipanos. O resultado vê-se em números, como os divulgados anteotem pelo IBGE.
Os estados com as maiores taxas de desocupação no 4º trimestre de 2022 foram: Bahia (13,5%), Amapá (13,3%), Pernambuco (12,3%) e Sergipe (11,9%). Já as menores taxas foram registradas em Rondônia (3,1%), Santa Catarina (3,2%), Mato Grosso do Sul (3,3%) e Mato Grosso (3,5%).
Desemprego, informalidade, subocupação e desalento em patamares muito elevados traduzem a depressão do mercado de trabalho brasileiro e sergipano, um contexto onde não resta outra esperança ao trabalhador, além de se submeter à uberização, a precariedade ou a mendicância. Empregos com carteira assinada, com todos os direitos previstos em Lei garantidos, têm hoje a mesma matéria dos sonhos, configuram um privilégio negado ao comum das gentes.
A situação dos trabalhadores sergipanos já foi pior, é verdade. Nem por isso, contudo chega perto de confortável. Para milhões de pais e mães de famílias de mãos estendidas na rua da amargura, o mercado de trabalho é representado pela imagem de uma porta fechada.


