Ao fim de seu mandato, todos os feitos do prefeito Edvaldo Nogueira, reconhecido como excelente gestor pela população de Aracaju, serão avaliados a partir de uma única baliza: sem a licitação do transporte coletivo de passageiros, o bom serviço prestado pela administração municipal ao longo dos últimos anos de pouco lhe valerá, tudo será tirado por menos, avaliado por baixo.
O prefeito de Aracaju é o primeiro a reconhecer o compromisso assumido. Ontem, após reunir em seu gabinete os colegas gestores de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, Edvaldo prometeu viabilizar a sempre adiada licitação, antes tarde do que nunca.
A instalação de um consórcio intermunicipal, a criação de uma autarquia dedicada a tal fim, vem sendo discutida desde 2017. A demora na materialização da boa ideia é creditada entre os efeitos perversos da pandemia de covid, período durante o qual todos os serviços não essenciais, públicos e privados, estiveram suspensos.
“Passado este momento, de enfrentamento do novo coronavírus, nós voltamos a nos reunir, a tratar da temática, e, agora, avançaremos ainda mais. Com a instalação do consórcio, que contará com representantes das quatro cidades e do Governo do Estado, todo o trabalho de gerenciamento do transporte coletivo das quatro cidades será realizado pelo órgão, como a lei determina”.
Melhor assim. Até 2024, o prazo agora anunciado para a instalação da licitação, há tempo de sobra para dar satisfação aos usuários do sistema e calar o coro dos descontentes.


