Uma cidade alagada

Chuvas previsíveis, um volume extraordinário, desabam sobre Aracaju todo ano, sempre no mesmo período. O poder público municipal, no entanto, tem uma desculpa pronta para se esquivar da própria responsabilidade, alega surpresa ante a suposta excepcionalidade do evento.
A desculpa não cola. A ausência de obras estruturais já renderam à capital sergipana a alcunha de Alagaju. Em verdade, sem planejamento urbano, o que chega do céu será sempre motivo de preocupação. 
A chuva de ontem causou prejuízos de norte a sul da capital sergipana. De acordo com a Defesa Civil, pelo menos 21 ocorrências foram registradas. Imagens surpreendentes de alagamentos e canais transbordando em diferentes pontos da cidade tomaram as redes sociais. O telhado do mercado municipal apresentou vazamentos.
Este não é um problema exclusivo de Aracaju. Em verdade, a deficiência observada na infraestrutura e saneamento das cidades brasileiras é um problema histórico, ainda em vias de ser devidamente enfrentado. Para sanar esta questão de uma vez por todas, seria preciso realizar um pacto nacional. Mas, apesar de sua importância, o tema passa longe da agenda do governo federal, a prioridade é outra.
Aqui, no entanto, importa se ater à realidade local. Chuvas sazonais provam que obras de drenagem e saneamento básico fazem muita falta à população de Aracaju.
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