Letal e persistente

A dengue é uma ameaça letal. E das mais persistentes. Ano após anos, décadas a fio, milhares de brasileiros morrem precocemente, derrubados por um mosquito. As providências adotadas para dizimar o Aedes Aegypti, vetor da doença, não se mostram suficientes para lidar com o problema.
O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2024 registrando 6.159.160 casos prováveis de dengue e 4.250 mortes pela doença. Segundo o painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde, há ainda 2.730 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência da dengue no país é, agora, de 3.033 casos para cada 100 mil habitantes e a taxa de letalidade é de 0,07.
Em Sergipe, também há motivo de sobra para preocupação. Dez municípios sergipanos estão tomados pelo Aedes Aegypti. Outros 48 municípios estão em situação de médio risco. Somente em 17 municípios, a situação não corre risco imediato de sair de controle.
Os números sobre o doença em Sergipe foram divulgados ao fim do mês de maio, às vésperas das festas do ciclo junino. De lá para cá, no entanto, nada foi feito. A única preocupação notável do governo estadual neste período foi a de encher o Arraiá do Povo, efetivamente entupido de gente bonita.
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