Uma estranha operação comercial e imobiliária que está sendo realizada pelo Banese foi tornada pública há poucos dias, quando a instituição lançou um edital que prevê a venda de todos os imóveis que integram o seu patrimônio. Uma vez vendidos, os mesmos imóveis colocados no prego pelo banco dos sergipanos serão alugados depois.
A medida inusitada visa captar recursos, a fim de ampliar a oferta de crédito no estado, “de modo a aproveitar e potencializar o momento de crescimento sustentável da Instituição e da economia estadual”.
Não faz muito sentido. A operação de Venda e Retro Arrendamento consiste na venda de imóveis da instituição e, imediatamente em seguida, na locação dos imóveis pelo próprio Banco, que continuará a realizar suas atividades ordinárias nos mesmos locais.
A única esperança capaz de evitar a dilapidação do patrimônio do Banese é a improvável falta de interessados no mercado imobiliário local. Até que potenciais compradores batam à porta do banco, não há compromisso de venda. A ver, portanto.


