Brasil conectado

Somente a desigualdade econômica e social explica a ausência de conexão em grande parte dos domicílios brasileiros

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Não foi à toa que a promulgação do Marco Civil da Internet foi acompanhada de perto por tanta gente, causando alvoroço nos meios de comunicação e nas redes sociais. O brasileiro é um povo hiper conectado. Somente a desigualdade econômica e social explica, portanto, a ausência de conexão em grande parte dos domicílios brasileiros. Dinheiro pode faltar, mas disposição para se jogar na rede sobra.
Desde ontem, operadoras de telefonia móvel que atuam em mais de 506 municípios poderão solicitar o licenciamento e a ativação de estações para internet 5G. O serviço foi disponibilizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) às prestadoras que adquiriram lotes na faixa de 3,5 GHz.
De acordo com o Ministério das Comunicações, a ampliação da rede alcançará mais 19 estados, que poderão ter estrutura para universalizar a oferta do serviço 5G standalone na faixa de 3,5 GHz, à população de todos os seus municípios. Somados às localidades onde a tecnologia já está disponível, a faixa poderá alcançar 197 milhões de pessoas, o que representa 92% da população.
O país precisa mesmo apertar o passo. Infelizmente, neste admirável mundo novo, as diferenças sociais também produzem reflexos indesejáveis. A preocupação com a inclusão digital, sobretudo dos brasileiros mais jovens, é fundamental para dar corpo às ambições de protagonismo no mundo globalizado. De outro modo, o País estará para sempre conformado a um extrativismo em vias de exaustão, a triste sina de vender matéria prima e comprar bens industrializados.
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