A dengue em Sergipe

Se em Aracaju, capital do estado, a situação permanece sob relativo controle, no interior há motivos para manter as orelhas em pé

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Contra todas as aparências, o risco de de epidemias não foi suplantado por todas as conquistas da ciência. A persistência do contágio com o vírus da dengue é a maior prova. Ano após ano, as autoridades tomam as devidas providências. O perigo do contágio em massa, no entanto, é real.

.Em Sergipe não é diferente. Se em Aracaju, capital do estado, a situação permanece sob relativo controle, no interior há motivos para manter as orelhas em pé.

.O Primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2025 identificou dois municípios sergipanos com alto índice de infestação. Em Simão Dias e Pedra Mole o risco de infestação é considerado alto. Outros 40 municípios estão com médio risco, 27 apresentaram baixo risco. Seis municípios não realizaram o LIRAa.

.O Brasil bateu recorde de mortes por dengue, recentemente. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan online), revelam que foram registradas pelo menos 1.079 mortes causadas pela doença em 2023. A proliferação do Aedes aegypti ainda preocupa, portanto. Somente a vigilância do poder público, com o apoio indispensável da população, pode dar fim ao vetor da doença, de uma vez por todas.
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