Ao fim do ensino médio, poucos são capazes de compreender um texto simples, ou realizar operações matemáticas básicas
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A educação pública sergipana está em vias de ser enquadrada sob uma perspectiva impessoal, para além da agenda dos gestores de plantão.
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O Pacto pela Educação proposto pelo Ministério Público de Contas, com a colaboração de especialistas com o calibre do doutor Josué Modesto dos Passos Sobrinho, ex-reitor da Universidade Federal de Sergipe, pretende fazer um diagnóstico preciso do aprendizado nas salas de aula da rede pública estadual e nos municípios, na esperança de vislumbrar estratégias capazes de promover a compreensão de texto e a fluência da leitura.
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A situação local é certamente das mais problemáticas, assim como é deficiente em todo o país. Em 2019, o percentual de estudantes alfabetizados na rede pública do país era de 55%, percentual que, com a pandemia, caiu para 36% em 2021. Somente depois, em 2023, restabeleceu-se o índice de alfabetização anterior, do período pré-pandemia.
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Por certo, há muito a ser feito pelas crianças e jovens. A educação brasileira de vai de mal a pior. Os estudantes da brava gente aprendem a ler e escrever cada vez mais tarde. Ao fim do ensino médio, poucos são capazes de compreender um texto simples, ou realizar operações matemáticas básicas.
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É assim desde sempre. Mas, de acordo com levantamento do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o impacto da pandemia de covid-19 nas salas de aula foi devastador.


