Sem razão para alarde

A informalidade massiva do mercado de trabalho não está mais no horizonte das políticas públicas

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Há quem tema o pior e vislumbre o risco de a economia brasileira colapsar. Inflação e desleixo fiscal estariam corroendo as bases de um crescimento sustentável, a médio e longo prazo. Em verdade, no entanto, há muito tempo o país não criava tantas oportunidades.
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O quadro concreto oscila um pouco, mês a mês, naturalmente. O que se verifica desde o início deste terceiro mandato do presidente Lula, contudo, é mesmo a recuperação do mercado formal de trabalho, rumo a uma situação de pleno emprego.
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A taxa de desocupação no trimestre encerrado em fevereiro é de 6,8%. O resultado fica 0,7 ponto percentual acima do registrado no trimestre móvel anterior, terminado em novembro de 2024 (6,1%). No entanto, é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2014, quando marcou 6,8%.
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Não há razão para alarde. O número de pessoas sem trabalho alcançou 7,5 milhões no período, elevação de 10,4% ante o trimestre móvel anterior. Entretanto, esse contingente está 12,5% menor que o anotado no mesmo trimestre de 2024.
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Felizmente, a informalidade massiva do mercado de trabalho não está mais no horizonte das políticas públicas de emprego e renda do governo federal. A gestão de turno quer não apenas criar novos postos de trabalho, mas espera, sobretudo, preservar direitos trabalhistas, criar bons empregos.
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