A gravidade da dengue

Quase nada foi feito pelas autoridades da saúde pública em âmbito estadual e municipal no combate à dengue

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Duas crianças, uma mulher e um idoso, as vítimas fatais da dengue em Sergipe, provam que o mosquito aedes aegypti, vetor da doença, não faz distinção de gênero ou faixa etária. Sem providências, ele seguirá se proliferando e distribuindo o vírus a esmo.

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De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a primeira morte pela doença em Sergipe foi confirmada no mês de janeiro. De lá para cá, entretanto, quase nada foi feito pelas autoridades da saúde pública em âmbito estadual e municipal. E, no entanto, o problema é gravíssimo.

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O Brasil bateu recorde de mortes por dengue, recentemente, em 2023. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan online), revelam que foram registradas pelo menos 1.079 mortes causadas pela doença naquele ano.

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A proliferação do Aedes aegypti ainda preocupa, portanto. Somente a vigilância do poder público, uma ação preventiva, com o apoio indispensável da população, pode dar fim ao vetor da doença, de uma vez por todas. Trata-se aqui de um fato de conhecimento público. Ano após ano, contudo, a infestação recrudesce. Diante dos números da tragédia, cabe apenas uma pergunta: até quando?

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