Incontestável, no entanto, é o esforço ora realizado para ressarcir os velhinhos. A determinação do presidente Lula è devolver tudo, até o último centavo
O DNA político dos salafrários aboletados no INSS é matéria fadada a uma discussão sem fim.
Para uns, as digitais do bolsonarismo, espalhadas pela cena do crime, seriam prova conclusiva da filiação ideológica dos ladrões. A continuidade e expansão da empreitada criminosa no mandato de Lula, contudo, dá pano pras mangas.
Incontestável, no entanto, é o esforço ora realizado para ressarcir os velhinhos. A determinação do presidente Lula è devolver tudo, até o último centavo.
A Advocacia-Geral da União (AGU) já apresentou uma proposta para ressarcir ao descontos irregulares ao Supremo Tribunal Federal (STF). Se o acordo for homologado, os pagamentos serão feitos a cada 15 dias, a partir da data inicial, em 24 de julho.
Cada lote deve contar com o ressarcimento de 1,5 milhão de beneficiários. Os valores serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador da inflação.
O buraco na previdência social já motivou toda a sorte de declarações infelizes. Do presidente Fernando Henrique Cardoso, para quem os aposentados aos 50 seriam vagabundos, até o reformista
Michel Temer, que julgou perfeitamente justo estender o tempo de contribuição aos limites da expectativa de vida do trabalhador. Certo é que, com a reforma efetivada no governo Bolsonaro, a seguridade social ganhou contornos de privilégio para a maior parte dos brasileiros – um cenário que não deve mudar tão cedo.
Os larápios aboletados no INSS neste terceiro mandato de Lula, tão criminosos quanto seus antecessores, sucedem, portanto, uma já antiga linhagem de bandidos.


