Em anos anteriores, providências semelhantes se provaram limitadas, com saldo de perdas irreparáveis
O período chuvoso, com todos os percalços de sempre, matéria de saneamento básico e também de saúde pública, está longe do fim. As providências para lidar com os problemas, contudo, parecem já estar esgotadas.
A demanda por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido ao período de sazonalidade das Síndromes Respiratórias Agudas Graves, que afeta principalmente crianças, vai aumentar muito. Em função disso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), abriu um edital de credenciamento para a contratação de mais 20 leitos de UTIs pediátricos.
Não será suficiente. A rede passará a contar com 50 unidades dedicadas ao atendimento intensivo infantil e mais seis leitos de alta complexidade no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). A demanda, no entanto, deverá ser muito maior. Em anos anteriores, providências semelhantes se provaram limitadas, com saldo de perdas irreparáveis.
Talvez o governo de Sergipe esteja subestimando a situação, mais uma vez. É assim há anos, mais de uma década. Vira e mexe, faltam vagas. Quando o número de casos relacionados a síndromes respiratórias tende a aumentar – consequência natural das chuvas de maio, junho e julho -, também se prevê que falte assistência adequada em todas as unidades de atendimento infantil.
A aposta renovada agora é ariscada, portanto. O governo de Sergipe não deveria pagar pra ver.


