A Prefeitura de Aracaju é mais um dos entes públicos com o dever de acompanhar a situação das catadoras
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As catadoras de mangaba do bairro 17 de Março encontram-se no vórtice de um desafio imenso, obrigadas a encontrar um ponto de equilíbrio entre a ocupação humana, a exploração de recursos naturais e uma preocupação genuína com o meio ambiente. E a Prefeitura de Aracaju tem boa parte de responsabilidade nessa história.
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Lá, onde o município ergueu o Residencial Mangabeiras, há uma comunidade extrativista tradicional cuja existência depende do fruto. Cabe ao poder público, portanto, oferecer as condições necessárias para a preservação da identidade local, com proveito econômico e social.
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A construção do Residencial Mangabeiras, aliás, consta entre os acertos inquestionáveis da gestão Edvaldo Nogueira. Agora, cabe a sua sucessora, a prefeita Emília Corrêa observar as demandas locais, conciliando os interesses legítimos da comunidade com a ordem municipal.
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A Prefeitura de Aracaju é mais um dos entes públicos com o dever de acompanhar a situação das catadoras. O Ministério Público Federal, por exemplo, advoga em favor da manutenção de uma área reservada à exploração da mangaba há mais de dez anos.
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Emília tem agora uma excelente oportunidade de acerto. A implantação de um conselho gestor, nos moldes propostos pela comunidade, com paridade da representação civil e municipal, pode ser o caminho mais viável para contornar um conflito.


