O jogo está virando, é hora de contra-atacar

* Rômulo Rodrigues

 

Alguém precisa avisar a Donald Trump que Henry Kissinger e Lincoln Gordon morreram, não há mais aquela guerra fria e que os traidores incrustrados nas forças armadas estão presos ou a caminho das prisões.
Nos tempos idos em que aquela gente se arvorou de ser dona da GLO, apoiada por uma IV esquadra do USA ancorada na Baia da Guanabara já foi e não canta mais na Banda Mel.
O monturo do que ainda sobra da subordinação ao Império do Tio San está restrito ao Partido Midiático e ao, cada vez mais fraco no fascismo bolsonarista representado pelo governador de São Paulo que usa da violência contra o povo mostra ser grato ao suposto apoio do crime organizado em sua eleição, ostentando o título de capacho de Trump. Mesmo assim, preocupa por vicejar na terra que plantou e colheu o integralismo, o adhemarismo, o janismo, o malufismo e o antipetismo causando males irreparáveis ao Brasil.
A recente cúpula dos BRICS realizada no Rio de Janeiro aponta para uma virada histórica rumo a uma nova ordem global em que vai se acentuando o declínio do poder estadunidense que ainda tem como suporte o dólar e a histeria de invadir países, derrubar democracias e roubar riquezas valendo-se do temido poderio bélico, que mantém sua economia em funcionamento.
A tarefa para o momento na guerra suscitada por Donald Trump contra nosso país é cada um de nós democratas e patriotas ir para as ruas mostrar quem defende o pretenso invasor da nossa soberania, ou se está ao lado dele e dos seus asseclas.
A sabedoria popular já disse e diz, desde muito tempo, que o uso do cachimbo deixa a boca torta e, foi isso, que a má índole do galego doido não captou e ele entortou a sua.
Um simples olhar, desde que bem acurado vai deixar claro que o ameaçador do momento está em desvantagem perante o senso comum porque seus blefes já não causam mais risos.
No último dia 10 deu a resposta indo às ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza e quase todas as capitais do país e incontáveis cidades, cantando o Hino Nacional dos brasileiros, como que proclamando uma nova independência do Brasil.
Na capital paulista a vibração do povo foi emocionante e o paulista e o paulistano egressos da classe trabalhadora que elegeu e ainda apoia este lixo humano deve ter aprendido que pode ter algum dinheiro, pode ter vontade de ser da elite financeira, só não pode dizer que tem consciência de classe.
Não é porque Rede Globo não convocou, como fez para derrubar Dilma Rousseff e hoje ter que engolir Bolsonaro, nem transmitiu ou noticiou que o povo deixou de ir às ruas e dizer: basta! O certo é que a batata dela está assando posto que é uma concessão que infringe a lei descaradamente, que a gente esclarecida e consciente, não tenham onde buscar informações corretas e verdadeiras.
E a verdade está surgindo, estampada nos Blogs independentes, e o resultado é que o Brasil está reagindo contra as narrativas mentirosas e encurralando os vassalos antipatriotas.
Fica bem claro nos noticiários dos agentes dos da elite financeira que há sim um país dividido e que é preciso ter prudência. Só que não deixam claro que a divisão coloca em lados opostos os que defendem um Brasil soberano, contra os que defendem um Brasil rastejante e submisso a um Império decadente; ou seja, os que defendem a pátria partindo para cima dos traidores da pátria.
E na disputa da soberania contra a rendição, as instituições do Estado Democrático de Direito estão unidas e fortes e em plena ascensão e tudo leva a crer que sairão vencedoras por estarem do lado certo da história.
O Brasil, pela sua história, mostra que já conviveu com fenômenos impactantes e negativos para as civilizações como o Fascismo, Nazismo e Integralismo, mas, precisa e a fundo em outro que reaparece após ser dado como quase extintos; o udenismo e o macarthismo, que causaram grandes estragos na década de 1950, causando o suicídio de um presidente da República que, mesmo com inúmeras contradições, era amado pelo seu povo. E a palavra de ordem é: Não passarão!

 

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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