Itabaiana, aliás, é a quinta cidade do Brasil com maior taxa de letalidade policial – 28 mortes por 100 mil habitantes
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Já é considerado fato corriqueiro: uma operação policial realizada para identificar os responsáveis por dois homicídios na zona rural de Itaporanga durante a Semana Santa, meses atrás, acabou com saldo de dois mortos em confronto.
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Não é a primeira vez que uma operação policial em Sergipe tem desfecho trágico. Certamente não será a última. Se, por vezes, o uso da força se faz necessário, nem sempre é assim.
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Meses atrás, a execução de um jovem negro, um trabalhador com mulher e filho recém-nascido, executado por policiais em serviço ao deixar uma loja de conveniência no bairro Coroa do Meio, provocou escândalo, mas ficou por isso mesmo.
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Depois, durante diligência provocada pelo roubo de uma motocicleta, o jovem Wemisson Marcenas Júnior desobedeceu a uma ordem de parada e foi abatido a tiros.
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O Brasil registrou 6.393 mortes por intervenções policiais em 2023, o que significa 3,1 mortes por 100 mil habitantes. Itabaiana, na região agreste de Sergipe, aliás, é a quinta cidade do Brasil com maior taxa de letalidade policial – 28 mortes por 100 mil habitantes. No município sergipano 63% das mortes violentas se devem à ação de policiais.
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Os números são do 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Embora os dados nem sempre estejam à mão, contudo, a letalidade policial é uma realidade conhecida do populacho em qualquer lugar do Brasil – especialmente entre os pretos e pobres.

