Sem abalos no STF

(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O julgamento da trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro segue todos os ritos, sem abalos

De nada adianta protestos, discursos inflamados, apelos tresloucados por intervenção estrangeira, projetos de Lei visando uma anistia ao arrepio da Constituição. O julgamento da trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro segue todos os ritos, sem abalos. O Supremo Tribunal Federal não se dobra ante a pressão.
O julgamento retomado hoje começou na semana passada, quando foram ouvidas as defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.
Agora, a primeira turma do STF inicia a votação que pode condenar Bolsonaro e sete aliados, incluindo generais do exército, a mais de 30 anos de prisão.
Trata-se aqui de uma oportunidade sem precedentes. Se é verdade que o julgamento de presidentes eleitos se tornou relativamente comum para os brasileiros, esta é a primeira vez que militares de alta patente são levados às barras da Justiça, acusados de atentar contra a Democracia.
Foram reservadas as sessões dos dias 9,10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento.  Até lá, sem imprevistos como um improvável pedido de vistas, o Brasil poderá finalmente virar essa página infeliz, dando fim ao ciclo de impunidade que alimenta o golpismo ao longo de toda a sua história
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