A indústria da Aldir Blanc

Aldir Blanc, homem que deu seu nome à lei (Fábio Motta)

Sergipe já começou a receber os repasses do segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura

A pandemia de Covid não  deixou lições, nada de bom. O seu único legado é contabilizado em um número absurdo de mortos. Só então, no entanto, o poder público tupiniquim reconheceu o papel econômico exercido pela cadeia produtiva da cultura, nos quatro cantos do Brasil.
O investimento realizado pelo Governo Federal, por meio da Lei Aldir Blanc, ao longo dos últimos anos, certamente não tem precedentes. Na ponta do lápis, mesmo a bem avaliada gestão do ministro Gilberto Gil, responsável pela distribuição de incontáveis Pontos de Cultura, de norte a sul, distribuiu menos recursos. Nessa boa onda, até os menores estados se deram bem.
Sergipe, aliás, já começou a receber os repasses do segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
De acordo com calendário definido pelo MinC, a primeira parcela será paga durante este mês de outubro a todas as unidades federativas que executaram pelo menos 60% do recurso recebido anteriormente. Os valores serão liberados para os estados à medida que tiverem seus Planos de Aplicação dos Recursos habilitados.
Os primeiros a receber foram o Distrito Federal e os estados de São Paulo, Paraíba, Tocantins, Ceará, Sergipe, Minas Gerais e Goiás. Os oito entes federativos habilitados solicitaram os valores e receberão um total de R$ 492 milhões.
Não se trata aqui de caridade, vale frisar. Cultura é indústria. E, segundo estudos, das mais rentáveis. Nada mais justo, portanto, que os entes públicos fomentem essa cadeia – uma questão de sensibilidade e também de matemática pura e simples.
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