* Rômulo Rodrigues
Antes do tão esperado e badalado encontro propagandeado como um simbólico duelo de titãs que, não seria, mal comparando, ao famoso filme estadunidense de 1971, que retratou a luta racial com fatos ocorridos no time de futebol americano em uma escola no estado da Virgínia, mas que povoam mentes que associam, sempre, a uma batalha fictícia entre dois gigantes antagônicos, retratados no momento como sendo o grande duelo entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.
Pelo olhar da mídia patronal o grande herói seria um Sansão e esmagaria Lula como representante aos olhos dela, de um exército de mil esfarrapados filisteus.
Só que; ao final do embate o que foi visto foi um show de afabilidades diplomáticas do presidente do Brasil e um abanar de rabo do herói de fancaria dos mercados que financiam os pistoleiros ideológicos que propagam narrativas falsas durante todo o ano e que, no final de cada período reconhecem pela crueldade dos números terem errado 95% dos prognósticos, ano após ano.
É ai que a dinâmica da geopolítica entra em cena e os desmascarados inventores de verdades que não se comprovam e buscam outras verdades se agarrando com unhas, dentes e fantasias para criar novas falsas versões desviando o foco para um discurso de Lula num país da Ásia sobre os sucessivos assassinatos de pessoas em pequenas embarcações nos mares onde querem reinstalar as ações bélicas que lhe darão a estrela pontiaguda de xerife do mundo, justificando que matam narcotraficantes que se abastecem na Venezuela para descarregar em terras dos seus domínios.
Só que o preconceito arraigado nessa gente os impele a tentar ignorar o talento do nosso presidente e foram pegos de surpresa quando Lula meteu o dedo na ferida disparando que; antes de atirar em gente indefesa sem comprovação de que pertenciam ao narcotráfico, o que por si só não justifica, e disse que mesmo que fossem integrantes do tráfico, estavam alimentando o motor que impulsiona a engrenagem do crime, preservando a parte intocável que é o grande consumidor, no caso concreto os cidadãos e cidadãs estadunidenses que querem proteger.
Mas o que importa é que o Brasil tem um presidente que é reconhecido como um dos cinco mais importantes estadistas do mundo e voltou triunfante de uma viagem ao continente asiático trazendo na bagagem sucessos como: as redes sociais de Donald Trump o classificaram como vigoroso, enquanto equipes de negociadores do Brasil e dos EUA já estão em agendas de negociações comerciais, a foto de Lula e Trump está batendo recorde de engajamento nas redes sociais segundo apurou a Quaest para desespero da extrema direita e dos fascistas que se veem derrotados.
Com o início das rodadas de negociações entre as equipes de negociadores do Brasil e dos EUA, uma constatação inexorável é a de que a partir de agora Jair Bolsonaro não mais existe e que o perigo que ronda o país ainda está latente e os últimos episódios do Rio de Janeiro dão um norte que não deve ser desprezado aja visto o balanço da viajem do presidente Lula à Azia com a expansão comercial do país para os mercados das exportações para a Malásia, que coloca sua adesão ao BRICS como para ontem e a Indonésia que vem na mesma pisada.
Um fato que se destaca é que o mundo racional está dando razão a Lula e o aplaudindo de pé pela denúncia ante o recente massacre do exército de Israel contra inocentes famintos, entre os quais crianças, clamando por comida e recebendo balas nos esqueléticos corpos indefesos, na faixa de Gaza.
O império da morte está assustado e já não faz a mínima questão de por à mostra de que fez a fusão do sionismo com o nazismo e depois do fajuto cessar fogo já praticou mais de 30 mil execuções, fora os que estão desaparecidos, na Palestina.
Mesmo com todo o respeito do mundo com o Brasil é prioridade acender o alerta sobre o pedido do senador Flávio Bolsonaro para que o presidente Donald Trump autorize ataques a embarcações na Baia da Guanabara como vem fazendo no Mar do Caribe, bem dentro do projeto de provocação de uma guerra insana para expandir o império do Tio Sam.
E, dentro do mesmo contexto foi que o governador Claudio Castro armou uma midiática operação policial onde expôs como resultado 74 cadáveres em via pública e se vangloriou da apreensão de 97 fuzis, sem citar que, no condomínio Vivendas da Barra onde morava Jair Bolsonaro foram apreendidos 117 na operação que investigou o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu assessor e aproveita uma coletiva para acusar o governo federal de lhe ter negado pedidos de apoio, o que já foi desmentido em pronunciamento de 3 ministro do governo federal, de imediato, expondo a trama do golpe continuado.
Como apostam que o povo não tem memória, retomam a tática de 8 de janeiro de 2023 criando um clima para pedido de GLO, esquecendo eles que, daquela vez o processo foi abortado graças ao disparo do gatilho mental da sempre ativa Janja que alertou o presidente Lula da armadilha dizendo com toda firmeza: GLO não; GLO é golpe! O resultado todos nós sabemos.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

