EDITORIAL: Greve nas alturas

O anúncio de uma greve nas alturas, às vésperas das festas de fim de ano, soa como chantagem

Pilotos e comissários de bordo estão em pé de guerra com as empresas aéreas, insatisfeitos com as condições de trabalho oferecidas por seus empregadores. O reajuste salarial, como sempre, é o principal embate entre patrões e trabalhadores. E pode servir de pretexto para a mais inoportuna das greves.
A briga ganhou volume em período nada usual. O anúncio de uma greve nas alturas, às vésperas das festas de fim de ano, soa como chantagem. Trata-se do período de maior demanda por transporte aéreo em todo o ano.
Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, os tripulantes seguem trabalhando normalmente até a realização da assembleia de deflagração de greve, marcada para a próxima segunda-feira (29).
Na reunião, pilotos e comissários decidirão se a categoria irá ou não interromper as atividades. Mas a proposta do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, assim como um texto redigido em colaboração com o Tribunal Superior do Trabalho, já foram rejeitados.
Aos senhores passageiros, resta esperar que o impasse seja superado até o fim do ano. Sem qualquer garantia, as férias programadas longe de casa podem ter fim antes mesmo de começar.
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