EDITORIAL: Mãe solo

De acordo com o último Censo, são 109 mil as mães sergipanas que criam os filhos sem qualquer apoio

O status é reivindicado a torto e direito, sem nenhum  rigor. Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, a definição de mãe solo é bastante precisa: trata-se da mulher responsável pela criação dos filhos sem a presença do cônjuge ou de outros parentes.
A mulher divorciada e com filhos não é necessariamente uma mãe solo, como muitas vezes reivindica de maneira equivocada. A mulher abandonada pelo genitor com uma criança para criar, mas que possui rede de apoio, também não.
Ainda assim, mesmo quando se adota o maior rigor, Sergipe é o estado com o maior número de mães solo do Brasil. De acordo com o último Censo, são 109 mil as mães sergipanas que criam os filhos sem qualquer apoio, elas e Deus, na melhor das hipóteses, mais ninguém.
O dado é muito revelador e certamente será levado em conta pelo governo de Sergipe, a fim de desenvolver políticas públicas voltadas para a mulher, a infância, a educação e a economia no estado. Afinal de contas, as mães solo mantém sozinhas 17,3% dos domicílios sergipanos.
Sergipe conta com uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, porém com atuação muito tímida. Com os dados do IBGE em mãos, será possível colocar a mão na massa, em mandato futuro, finalmente.
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