Sem sintomas nas fases iniciais, o glaucoma costuma ser identificado apenas quando já há comprometimento da visão
O diagnóstico precoce, incentivado pela disseminação massiva de boa informação, é grande aliado dos tratamentos de saúde. É preciso manter os olhos abertos, tomar os cuidados necessários. Muitas vezes, é perfeitamente possível evitar o mal.
Sem sintomas nas fases iniciais, o glaucoma costuma ser identificado apenas quando já há comprometimento da visão. No Brasil, a estimativa é que cerca de 1,7 milhão de pessoas convivam com a doença. Como a perda visual é irreversível, o diagnóstico tardio permanece como um dos principais desafios.
Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2025, mais de 12 milhões de exames específicos para o diagnóstico de glaucoma foram feitos via SUS. “Embora o volume de procedimentos tenha aumentado ao longo dos anos, a distribuição desse crescimento entre as regiões do país revela disparidades no acesso a esses serviços”, avaliou o CBO.
O número total de exames saltou de 1.377.397 em 2019 para 2.269.919 em 2025 – um crescimento de 65%. A evolução, entretanto, não foi homogênea: o Sudeste liderou com um aumento de 115%, enquanto o Nordeste registrou o menor crescimento, de apenas 36%.
É necessário estimular o cuidado contínuo com a saúde. Mirar longe. Enxergar melhor.


