EDITORIAL: Forró com segurança

Para a sanfona, o triângulo e a zabumba soarem alto, no entanto, é preciso assegurar aos devotos de junho que o arrasta pé vai terminar em paz

Em Sergipe, os festejos juninos movimentam uma verdadeira indústria, com grandes eventos e adesão em massa da população. Assim, os entes competentes precisam acompanhar a montagem da estrutura voltada para a recepção de verdadeiras multidões, desde os palcos e camarotes até as plateias, a fim de garantir a segurança de todos, forrozeiros nativos e visitantes.
Neste particular, tudo precisa ser fiscalizado com o maior rigor. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe já deu início às visitas programadas em todos os municípios onde a festa atrai muita gente.
Aracaju, Estância, Areia Branca e Itabaiana fazem de Sergipe um dos maiores estados da nação nordestina, onde o forró é hino nacional e Luiz Gonzaga merece a coroa de um rei. Para a sanfona, o triângulo e a zabumba soarem alto, no entanto, é preciso assegurar aos devotos de junho que o arrasta pé vai terminar em paz.
Durante o trabalho, os ficais verificam se as normas técnicas e de segurança estão sendo rigorosamente cumpridas durante a montagem das estruturas utilizadas nos eventos juninos. A ação contempla a fiscalização de palcos, coberturas, camarotes, instalações elétricas, sistemas de iluminação e sonorização, além de outras estruturas temporárias que recebem grande circulação de público.
Melhor assim, quando o público se acaba no forró. De outro modo, seria grande o risco do forró acabar em luto.
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