EDITORIAL: Brasil conectado

Neste admirável mundo novo, violências e diferenças sociais também produzem reflexos indesejáveis

Apesar de todos os riscos próprios da navegação por sites, redes sociais e aplicativos, a internet não é um mal em si. O manancial de informação verdadeira em território virtual não é nada desprezível. Colocada a serviço da educação, a rede mundial de computadores pode servir como um catalisador de conhecimento.
A conexão nunca foi tão acessível a todos. Brasileiros com 60 anos ou mais, por exemplo, registraram o maior crescimento no acesso à rede em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os idosos, a proporção de usuários de internet passou de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Em relação a 2019, o avanço foi de 29,6 pontos percentuais.
Na direção oposta, crianças de 10 a 13 anos, faixa etária muito vulnerável a toda sorte de perigo em ambiente virtual, usam a internet cada vez menos. E do celular. Nesse grupo, o uso da internet caiu de 84,9% para 84,4% em 2025, um reflexo da preocupação corrente com privacidade e segurança.
Neste admirável mundo novo, violências e diferenças sociais também produzem reflexos indesejáveis. A preocupação com a inclusão digital, sobretudo dos brasileiros mais jovens, é fundamental para dar corpo às ambições de protagonismo no mundo globalizado. Mas exige, por outro lado, muito discernimento.
O Brasil conectado está mais maduro. Ainda bem.
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