* Rômulo Rodrigues
A sociedade brasileira se vê diante de uma conjuntura estranha e que difere das disputas eleitorais de 1989 até 2022 quando a disputa era entre dois projetos políticos com divergências na economia sem ter ameaças de conflito armado; ao contrário de hoje em que os projetos visíveis são de defesa da soberania ou capitulação para ser colonizado e a resposta é; emular o povo em defesa da democracia e da soberania dizendo com todo o destemor que: o Brasil é dos brasileiros!
Com as pesquisas em crescente preferência para o presidente Lula, é preciso atenção para ameaças dando conta de que o novo embaixador de lá, está montando equipes de grupos de influenciadores digitais, treinados para atacarem o presidente da República, o governo e toda a esquerda brasileira, inclusive com convite ao deputado federal líder do PL Sóstenes Cavalcante para comandar os ataques reeditando a Law fere da lava jato e disseminar desconfiança sobre o sistema eleitoral.
A ideia é contaminar os incrédulos pregando que o que vão fazer é a pura liberdade de expressão e não parte de um plano terrorista para pegar os desavisados de surpresa até descobrirem que agentes da CIA lotados na embaixada estejam por trás nas manifestações políticas do ministro do STF André Mendonça o terrivelmente evangélico nomeado por Jair Bolsonaro.
O que não dá para encobrir é que o ministro quer assumir um papel preponderante no projeto de poder pentecostal em andamento, em que Flavio Bolsonaro vem cumprindo a tarefa de ser boi de piranha como já demonstrou em vídeo derramando lágrimas por não poder visitar o pai, prisioneiro, no dia dos pais, situação que provocou propositalmente ao divulgar uma carta manifesto do fascista mor exatamente para ver se o ministro Alexandre de Moraes caia na armadilha de mandar o condenado de volta para a papuda.
As últimas notícias da imprensa livre dão conta de que o extremismo de direita já deu como tarefa para Flávio Bolsonaro para continuar lhe dando seu apoio, que ele recomece uma campanha de descrédito nas urnas eletrônicas para ter proteção quando perder a eleição e ficar sem mandato e sem foro privilegiado, tudo, sem levar em conta o fracasso de Donald Trump na guerra contra o Irã.
A última cartada do sem noção é que o Brasil impeça a China de taxar os produtos da terra do Tio Sam e se alinhe aos seus tarifaços, sem créditos, com o que tenta ganhar de manchetes no noticiário amigo para depois perder nos recuos de sempre.
No protagonismo de Donald Trump na imprensa aliada brasileira uma guerra no comportamento veio como furo ao ser revelado que um grupo de militantes terroristas já tinha elaborado um meticuloso plano para matar o presidente Lula, explodir o palácio do planalto, ostentando um retrato de Hitler e fazer o ataque final no debate do 2º turno, bem dentro do padrão operacional usado pela CIA.
Para quem foca em retrocesso macabro no último dia 9 de agosto completaram 81 anos que os EUA jogaram uma bomba atômica sobre a cidade japonesa de Nagasaki, 3 dias depois da que detonaram em Hiroshima para completar o genocídio sobre 200 mil pessoas, a maioria civis e entre essas, crianças e 8 décadas passadas, o mesmo país está de volta com sua linguagem bélica ameaçando o mundo todo.
É muito importante ficar atento diante da indicação do novo embaixador do país que além das bombas citadas, desde o fim da 2ª guerra mundial até os dias atuais já invadiu cerca de 60 países com os discursos de que era para garantir paz e democracia e que a história mostra que houve muito saque das riquezas e que, em todos, a democracia foi a primeira vítima entre incontáveis banhos de sangue deixados pelos caminhos.
As primeiras mexidas no tabuleiro do xadrez da geopolítica indicam que o que menos ele tem intenção de fazer por aqui é diplomacia; pelo contrário, veio para ser um Avatar de outro, Lincoln Gordon, cujo papel estratégico foi o de financiar uma bancada de 121 deputados federais nas eleições de 1962 para impedir que o progressista e nacionalista governo de João Goulart fizesse o Brasil dar um salto à frente com as anunciadas reformas de base e começasse a trilhar o caminho que hoje faz do país um protagonista de peso na agenda mundial.
É emblemática a resposta do presidente Lula ao convocar o lançamento para o ato que inicia sua caminhada para o palco da Vila Euclides, simbolismo das lutas operárias da década de 1970, onde uma massa de mais de 200 mil pessoas, homens e mulheres, sendo marcante a presença do senador da Arena, partido oficial dos governos da ditadura; o alagoano Teotônio Vilela, o que deve fazer tremer Sergio Moro, Deltan Dallagnol e toda a bandidagem da lava jato que foram desmoralizados pela estratégia do velho metalúrgico que não fugiu da raia e só se entregou 24 horas depois do prazo decretado pelo tirano justiceiro, que hoje é uma das figuras mais desmoralizadas da República.
Internacionalmente, o Brasil está em posição de país grande, pautando agendas no BRICS, no Mercosul, no Sul Global e atraiu a China par, na luta na OMC, enfrentar o império decadente, e o presidente assinou acordo militar e nuclear com a grande potência.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


