O Jornal Nacional sempre manipulador

* Rômulo Rodrigues
Diria que é ilusório esperar que o porta-voz das invenções das verdades, ainda escravocrata e colonialista, propriedade dos herdeiros do endeusado Roberto Marinho, por seus fieis seguidores, façam jornalismo como antigos jornalistas sabiam fazer e faziam publicando notícias reais de um mundo real e em ebulição.
Levando a vida se vangloriando e sendo aplaudido por dizer que o poder que construíra era pelo que sabia e não publicava no jornal e não dizia nos meios que detinha poder por concessões públicas, e ainda hoje continuam enchendo as cabeças dos descerebrados, 24 horas por dia, com notícias distorcidas e muito distantes da realidade.
Presa ao passado, a família Marinho usa da soberba para intimidar quem ousa discordar das suas práticas no uso de mentiras e distorções, insistentemente, na repetição de tragédias e farsas, tentando impedir que qualquer candidatura que represente a vontade popular chegue ao topo do poder para implantar um programa de governo democrático, popular e participativo e, quando chega, a ordem é derrubar como foi feito com Dilma Rousseff, há exatos 10 anos, quando uma mentira- pedaladas fiscais- repetida um milhão de vezes foi aceita como verdade.
O passado é recente; em 1989 o partido midiático, o império Globo à frente tentou criminalizar o candidato a presidente da República, Lula e o seu Partido no episódio do sequestro do empresário Abílio Diniz vestindo uma camisa do PT em um dos sequestradores para que o candidato da classe trabalhadora não chegasse ao 2º turno da eleição e, chegando, perdeu porque o dono da emissora mandou fraudar o último debate com Fernando Collor, massificando a farsa com edições repetidas em total desrespeito à lei eleitoral que hoje é considerada por eles uma jogada de esperteza.
Nas manchetes e narrativas atuais o método se repete em mentiras e distorções sempre na intenção de criminalizar o presidente Lula e seu filho Fábio Luiz por notícias falsas mesmo sabendo que a história provará o contrário, quando o mal estiver sido feito, como em 1989, quando o escalado para aterrorizar foi o presidente da FIESP, Mario Amato que vociferou com todo o ódio que já existia que se Lula fosse eleito, centenas de empresários deixariam o Brasil.
O partido midiático nunca assumiu o custo real da farsa montada para que seu menino de ouro, um play boy de Alagoas, que brincou de ser presidente do Brasil e que provocou um retrocesso na economia e saiu enxotado do palácio, deixando de herança a lavagem com sangue feita contra seu homem de confiança PC Farias e sua namorada, em queima de arquivo que a história vai ter que revelar e mostrar para as novas gerações que a bandeira da anticorrupção desfraldada pelas elites do atraso é falsa porque, com seu falso moralismo deixa transparecer que elas são; a verdadeira corrupção.
A bala de Prata, melhor dizendo a explosão da espoleta detonada por André Mendonça vazando fatos que geraram atos e factoides contra o colega ministro Alexandre de Moraes no papel de declarado agente agitador da extrema direita agindo assim, com notória intenção de combater a soberania nacional mostrando que: não são infundadas as suspeitas de que por trás de suas ações podem estar o lobby que tem como estratégia montar, a médio prazo, um novo tipo de Estado no Brasil, ajustado à doutrina Monroe, que nunca ficou fora das políticas expansionistas estadunidense de controlar todo e qualquer pedaço de chão chamado América.
Surpreso com as reações negativas às suas traquinagens para tirar o seu candidato que  Flavio Bolsonaro do olho do furacão do Banco Master, aparece em vídeo como uma cópia desbotada de Deltan Dallagnol invocando a proteção de Deus em sua defesa como se o criador fosse cabo eleitoral de todos e todas que habitam no Centrão no que; de imediato recebeu a solidariedade com rasgados elogios de Michelle Bolsonaro que o classificou como um ungido do Senhor Jesus.
Longe de dizer que todos e todas que professam suas religiões são de donos de passados suspeitos, mas, quando se abre uma pesquisa em alguns segmentos e lá habitam pessoas como Sòstenes Cavalcanti com seu R$ 470 mil que nem ele sabe explicar a procedência e o pastor boquirroto Silas Malafaia de imensa fortuna é visível perceber que essa gente anda sempre com palavras bíblicas na ponta da língua querendo expiar suas culpas e aí bastam dois exemplos; Daniel Alves que agora é um pregador da palavra de Deus e; as suspeitas de que existem presídios onde os ensinamentos católicos são vetados.
E toda a contaminação do ambiente da Suprema Corte deriva da ascensão ao andar de cima da elite do sistema financeiro de um pilantra, almofadinha, rei da esperteza, sem nenhum escrúpulo em distribuir milhões de reais entre os frequentadores das altas rodas, chamado André Vorcaro que ressuscitou uma tese até certo ponto fora dos noticiários que: banqueiro é um batedor de carteira bem sucedido.
Pela ânsia da bancada do JN de manter viva a chama das ligações do celular de Vorcaro para o celular de Alexandre de Moraes o que os impede de informar se o ministro leu e; se leu, respondeu; dá a devida impressão da reaplicação do método lava jato de; primeiro faça as acusações que no decorrer dos tumultos, se procura as provas com a irrelevância de encontrar alguma, já que o réu já foi condenado na opinião pública.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político
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