Espero que o eleitor cobre caro, aproveite a demanda. Espero também, que se a precisão de vender for grande, venda e não entregue
* Antonio Samarone
Corre a boca miúda, que a mala preta vai circular, na semana da eleição. O palácio entende a reeleição, como uma questão de honra. Feio é perder”!
Na história de Sergipe, o governo só perdeu duas eleições: Seixas Dória derrotou Leandro Maciel, em 1962; e Marcelo Déda derrotou João Alves, em 2006.
O atual grupo no poder, governa Sergipe há 20 anos. A alternância no poder, não é prática corrente por aqui. A máquina pública é soberana. Como celebrava um velho jornalista sergipano: “O importante é constar na folha”.
O atual candidato da situação em Sergipe, não é uma liderança política consolidada. Elegeu-se em circunstâncias anormais, com uma clara interveniência do poder judiciário. O principal adversário, foi afastado da disputa.
O atual pleito é uma revanche. Dessa feita, tentou-se de todas as formas um novo tapetão. As manobras jurídicas não funcionaram. Os candidatos serão obrigados ir para uma disputa, no voto.
O candidato da situação nunca foi bom de voto. As urnas exigem empatia dos candidatos com o eleitorado.
O adversário é um ganhador de eleições, tem carisma e simpatia. É essa a disputa que está posta: a força da fortuna, do poder e da coerção, contra o voto livre, a força da afetividade e da identificação pessoal.
Ninguém pode contar com vitória antecipada.
Um “Capa Preta” palaciano, repete em voz alta. “dinheiro e pancada, só não resolvem se for pouco.” E não será pouco! – “Não vamos perder para um marchante.”
Não é bem assim! Vejo, puro preconceito. Abraham Lincoln foi lenhador, Lula torneiro mecânico, Nelson Mandela, mineiro e Pepe Mujica, um cultivador de flores.
O marchante e bacharel em direito, Valmir de Francisquinho, já deu provas de ser um grande administrador. Não são promessas, são fatos. O desenvolvimento de Itabaiana nos últimos 20 anos, é uma prova irrefutável.
O Brigadeiro Eduardo Gomes perdeu para Getúlio Vargas, nas eleições presidenciais de 1950, entre outras causas, por dizer que não precisava voto de marmiteiro.
Sem contar o erro crasso da venda da DESO. A empresa vencedora, IGUÁ, não deu conta. A privação de água, custos elevados, uso improvisado dos recursos da venda, levou a uma situação política inaceitável.
Agora, passaram a botar a culpa no que restou da DESO.
Com tudo isso, será uma eleição muito disputada: não podemos subestimar a força dos donos do poder em Sergipe. A mala preta está pronta e cheia.
Em 1994, JB ainda era oposição, enfrentou Albano Franco.
Inesperadamente, Jackson venceu no primeiro turno. No segundo, a mala correu, os donos do poder se mobilizaram, e viraram, Albano venceu com uma diferença de mais de 24 mil votos.
Espero que o eleitor cobre caro, aproveite a demanda. Espero também, que se a precisão de vender for grande, venda e não entregue. O dinheiro é público, a maior parte vem do fundo eleitoral.
Vota-se, seguindo a consciência!
* Antonio Samarone, secretário de Cultura de Itabaiana


