* Rômulo Rodrigues
A América do Sul está sendo sacudida por uma onda de violência praticada por Fascistas, subproduto ideológico da extrema direita do capital rentista, que intensifica atos criminosos no Equador, Chile, Venezuela, Bolívia e Brasil.
A saída de Lula da prisão percepção do STF sobre o momento da correlação de forças, para fazer valer a Constituição Federal, que garante o trânsito em julgado, que fora violado em 2016, pelo próprio STF, precipitou o golpe na Bolívia e, no Brasil, a invasão da Embaixada da Venezuela.
Lula, novamente ele, desde que saiu do cárcere, vem apontando qual é a estratégia do momento para enfrentar e vencer a escalada golpista, no Brasil, para reforçar a defesa da América do Sul.
Tudo leva a crer que na cabeça dele estão presentes duas táticas para garantir que o País retorne, o mais rápido possível, ao leito da Democracia: a primeira, interna, consiste em rodar todo o País, em caravana, para agradecer o apoio recebido do povo e fazer renascer a esperança nos corações dos brasileiros e ir, paulatinamente, fortalecendo cada Frente Ampla capaz de vencer o Fascismo na disputa plebiscitária de 2020.
A segunda, aguardar o dia da posse de Alberto e Cristina, como presidente e vice, da Argentina, onde conversará com grandes lideranças mundiais, para depois, ir a Paris receber o título de Cidadão Honorário da Cidade Luz e muitas homenagens comandadas pela Prefeita da Capital francesa.
A partir desses dois acontecimentos, se consagrará perante o mundo como único Estadista brasileiro.
Na política interna Lula já está cuidando de construir Frentes Amplas em todos os Estados, para derrotar o golpe de 2016.
Tudo indica que os passos dados por partidos e líderes partidários, diversos, em Curitiba, já é a prospecção mais avançada.
A experiência de Frente Ampla em Sergipe, que venceu as últimas quatro eleições no Estado, que não se pode dizer que nasceu em 2000, para prefeito de Aracaju, com certeza, já habitava na cabeça do vencedor de uma coligação com PC do B, PCB e PSTU.
A oportunidade de abrir veio a seguir na eleição de 2002, onde a governança da Capital foi bastante ampliada para viabilizar a candidatura do PT, ao Governo do Estado, que chegou ao segundo turno, e asfaltou a estrada para a grande vitória de 2006.
A tentativa de arregaçar a Aliança foi tão exagerada que, no apagar das luzes de selar o acordo, aquele clássico ditado da política; "de onde menos se espera é que não sai, de jeito nenhum", aconteceu e a vitória veio do tamanho que devia, para não passar vergonha no futuro.
Em 2010, o ímpeto de abarcar o mundo com as pernas prevaleceu e o castigo da ingratidão ficou refletido nos gestos de crueldade, típico das traições, no Proinvest.
Vida que segue e veio 2014 com o racha já explicitado na eleição para Prefeito, em 2012, e o bloco vitorioso sofreu o desgarrar dos Valadares e dos Amorim, com a dificuldade natural de um Vice que assumiu em caráter definitivo, após o traumático sofrimento do titular, que foi para o plano superior, no final de 2013.
Diante do desafio de juntar o que fosse possível para manter o Estado no rumo certo, o novo Governador, frente às necessidades de sair vitorioso na eleição, jogou a rede ao mar e arrastou o que pode, nas águas turvas, trazendo no arrastão o peixe mais perigoso, que ainda encubado, esperava pelo momento de vir contaminar o cardume.
Estou falando de Laércio Oliveira golpista, entreguista e inimigo da Classe Trabalhadora, que foi pescado para estancar a sangria dos que deixaram de ser, sem nunca terem sido.
Foi um gesto impensado e, por isso, não medidas as consequências, do então Governador Jackson Barreto, candidato à reeleição, que não pode ser punido, visto que, se deu certo no curto prazo, está dando errado no médio e no longo.
A melhor tática para salvar o Brasil, deste governo e desta gente, para o momento, é formar frentes políticas, mas, com cuidado.
Na montagem do golpe, que passou pelo impeachment da Dilma, cinco deputados e três senadores foram cúmplices da farsa, entre eles Laércio Oliveira.
Porém, este foi só o primeiro ataque contra a Democracia e os direitos da Classe Trabalhadora e do povo em geral.
Após a derrubada da Presidenta, vieram mais golpes com destaque inicial para a aprovação da Terceirização geral e irrestrita, comandada por ele, em causa própria.
No rastro, vieram a Reforma Trabalhista e Previdenciária – um retorno à escravidão e à Lei da gargalhada -, sempre com seu total apoio.
Não bastasse a enxurrada de maldades contra os que trabalham e produzem riquezas, agora, vem mais: a MP 905, que passa a régua no FGTS, parcela, antes de extinguir, os pagamentos das férias e do 13º salário.
Fica o registro de que, na história de Sergipe, nunca alguém tenha surrupiado tanto direitos conquistados pelos trabalhadores em causa própria.
* Rômulo Rodrigues é militante político


