* Rômulo Rodrigues
Anterior à crise cíclica atual provocada pelo esgotamento da economia estadunidense quando o louco Donald Trump chutou o pau da barraca em resgate à ultrapassada teoria do louco que dizem ter custado o mandato de um presidente dos EUA, houve outra menos barulhenta chamada de crise do sub prime em outubro de 2007 chamada pela mídia de crise de 2008, com as mesmas intenções com que rotulam o golpe militar de 1964 como sendo de 31 de março, para encobrir que foi em 1º de abril, dia da mentira.
A teoria do louco prevê que um líder mundial vai tentar convencer seus adversários que ele é capaz de qualquer coisa, deixando todo mundo confuso com o que está por vir, com base no uso político da loucura que, aplicada por Richard Nixon, provocou a renúncia do mandato.
Por trás de uma guerra quase sem fronteiras, o Brasil lidera o enfrentamento, como liderou a de 2007 taxando-a de marolinha, com a ofensiva de adoção com a China, do BRICS PAY, que aponta para uma contra ofensiva de aniquilar o dólar com os países do Sul Global fazendo pagamentos entre si, sem usar a moeda estadunidense.
A Etiologia da doença afirma que toda ela tem uma causa e no capitalismo está sempre associada a excedente de produção que leva sempre a uma conclusão óbvia; o mercado é incapaz de se auto regular como na crise atual, financeira e de padrão de monetário.
Os capitalistas enchem o peito e se ufanam quando em pleno crescimento e esnobam o papel do Estado rotulando de não saber gerenciar e ai, a arrogância toma conta das narrativas, expelidas pelos seus analistas oficiais, de bancadas.
O boom da supremacia de mercado aportou no Brasil na tragédia do governo Fernando Collor, continuou com Itamar Franco e teve seu apogeu com Fernando Henrique Cardoso, todos seguindo as ideias do Consenso de Washington, formulado em 1989, que impunha o estado mínimo como regra econômica definitiva seguindo as pregações de Francis Fukuyama que sentenciou que a história chegara ao fim, com a queda do muro de Berlim.
Na sequência a palavra de ordem “todo poder ao povo” foi substituída por todo poder a Margareth Thatcher, a dama de ferro, que deixou como herança ao Reino Unido uma crise sem precedentes que nem o BREXIT amenizou.
E o que vemos agora é que a elite capitalista brasileira não consegue enxergar que o império que amam está em acelerada decadência, com uma dívida externa de US$ 36 trilhões que o presidente de lá quer pagar em 4 anos tirando à força da poupança interna, das riquezas minerais e dos produtos de exportação de países que não têm nada a ver com seus US$ 16 trilhões gastos em guerras para invadir países, derrubar governos democráticos e roubar tudo que puder como Petróleo, Ouro e se apossar de territórios.
O contraditório na crise do momento é que o grosso do pessoal do agronegócio patrocinou e patrocina todo o golpe continuado que vem lá de 2016 com uma ponte para o futuro que não conseguiram construir e que sequer ampliar seu campo de exportação como alternativa às crises que são previsíveis e querem jogar toda a responsabilidade de superação nas costas de um governo que odeiam e querem derrubar.
Para provar que são apenas sugadores do sangue, suor e lágrimas da massa trabalhadora, ainda não se deram conta da saída oferecida pela China que autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem seus produtos para lá e recomendarem a seus patrocinados da mídia que deixem de espalhar terror com a intenção de afetar a credibilidade do governo que está buscando saídas para salva-los.
O espantoso no ridículo generalizado é que o presidente do Bradesco Fernando Noronha em entrevista na Revista Exame se referindo à lei Maginitsky, disse que lei não se discute, se cumpre.
Terça feira 12 de agosto foi preso em operação do Ministério Público de São Paulo o dono e fundador da Ultra farma Sidney de Oliveira envolvido em esquema de corrupção com participação de auditores fiscais; todos homens de bem e bolsonaristas.
O Sidney é a favor do golpe de estado, a favor da jornada 6×1, contra isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês e contra taxação do IOF. É o típico capitalista que defende o estado mínimo mas quando vê um Donald Trump pela frente, corre para pedir socorro ao governo que odeia.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


