* Rômulo Rodrigues
Claro que não é, trata-se apenas de referência de inspiração em João Guimarães Rosa sobre traições, remissões, idas e vindas como homenagem histórica ao grande escritor de que: “O que a vida quer da gente á coragem”; o que serve como preâmbulo para o modesto escriba ousar lutar com as palavras e vencer com as narrativas dizendo que o que o sergipano quer do Partido dos Trabalhadores; ele falou e está falado.
Entrando num universo mais complexo cabe, pelo menos, recorrer ao filósofo, físico e matemático francês Renê Descartes com sua imensa contribuição em estudar elementos geométricos em equações algébricas na geometria analítica em um plano cartesiano ou representar no espaço com uma definição que bem cabe ao assunto pela geometria descritiva quando fixou que: em 3 pontos não em linha reta no espaço passa um plano e somente um, que o sertanejo, nordestino de Caicó bem soube materializar no tamborete de 3 pernas que dá segurança de equilíbrio para sentar em qualquer chão.
A ousadia aqui, de meter Descartes na geometria de Euclides e os 3 pontos no espaço, e que precisam adquirir dimensão de formar um plano chamado de partido dos Trabalhadores de Sergipe, é da responsabilidade dos que atendem pelos nomes de Rogério Carvalho, João Daniel e Marcio Macedo que precisam deixar suas vaidades de lado e estagiarem na oficina do bom senso para entenderem que o eletrodo que solda 3 ligas metálicas tão distintas é feito de companheirismo e solidariedade e não de subordinação, se quiserem ter sucesso no Enem das eleições de 2026.
As três personas políticas dirigentes mais imponentes do PT de Sergipe mesmo que não saibam ou não queiram saber onde encontrar quem tenha livros da álgebra e da geometria de autores como Ary Quintela, Osvaldo Sangiorgi, Jairo Bezerra e outros, precisam saber que têm às suas disposições velhos militantes por eles esquecidos, mas, que desbravaram matas fechadas, despertaram povoados, vilas e cidades anunciando a chegada de um partido da camisa vermelha e estrela branca, construído por gente trabalhadora para eleger gente nova que, nem estava por aqui ou nem sabia como seria, mas, que os inseriram nas categorias de base das escolinhas da política, onde hoje brilham e não olham nem para cima e nem para trás.
É triste sentir que tem gente que, além de não olhar para trás, também não olha de lado para saber quem está dentro da mesma trincheira vestindo o uniforme de militante e empunhando a arma da consciência de classe e, se perguntasse; é importante você estar ao meu lado? Ficaria surpreso com a resposta dada em voz calma e pausada de quem carrega nas costas o fardo de todas as batalhas enfrentadas até as chegadas deles, e com eles. É importante sim, meu altivo jovem; é mais que a guerra que se aproxima.
E na guerra que já está próxima, a experiência de quem já enfrentou batalhas mais duras do que as eleitorais está à inteira disposição para alertar: Teimosia com prejuízo só tem quem não tem juízo, mesmo desconfiando de que não será ouvido porque, por mais incrível que queiram não viram ou não quiseram ver aquela cena inesquecível ente Keanu Reeves e Al Pacino em O Advogado do Diabo.
E a cegueira parece tanta que não conseguem enxergar e tirar alguma conclusão para seus liderados sobre o total esfacelamento das hostes adversárias, num fratricídio nunca antes visto na história deste país, mostrando nas fraturas expostas quando o patético Cezar Tralli deixou escapar no JN do dia 14 a irritação dos patrões ao noticiar uma conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin sobre a Venezuela, protestando no maior chilique; por que Lula não falou sobre a Ucrânia?
No Jornal Hoje do dia seguinte Roberto Kovalick noticiou que o comércio interno do Brasil bateu recorde de crescimento no mês de novembro e de imediato emendou; com certeza foi reflexo da Black Friday, sem qualquer referencia à queda da inflação e ao crescimento real da massa salarial e da economia como um todo e que o povo comprou porque está com dinheiro no bolso e crédito na praça.
Salta aos olhos que o jornalismo patronal sabe que os escândalos noticiados e praticados pelas cúpulas dos partidos de extrema direita estão deixando todo mundo apavorado, sem saber como encobrir para enganar as massas.
Mas a consciência do velho militante o leva a explodir na hora mais certa, com seu grito de alerta: acordem, nossos inimigos têm trincheiras por aqui e é chegado o momento de enfrentá-los com a coragem de quem sabe combater o bom combate. O PT de Sergipe é um gigante com quase 40 mil filiados e foi capaz de mobilizar mais de 10 mil no recente Processo de Eleição Direta, PED, o que nenhum partido ousa fazer.
O que não pode é faltar habilidade nas direções para emular a volumosa e corajosa militância a fazer um diálogo produtivo e consciente com as massas em si, para que elas despertem para enfrentar diuturnamente a mazela do antipetismo que teve início quando os patrões perceberam que os filhos dos seus empregados não seriam empregados dos seus filhos e ai, sentir o estalo do que será a passagem para a classe para si. Então, chegado o momento do despertar da nova consciência, é só entregar ao bom e vitorioso marqueteiro, que ele entoará o hino da vitória virá.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


