A luta do magistério

Com quatro pedras nas mãos (Divulgação)

As reivindicações dos servidores em sala de aula, a exemplo da regularização do triênio, são as mais justas, previstas em Lei

Em pé de guerra com os profissionais da rede estadual de ensino, o governador Fabio Mitidieri faria bem ao ignorar o Dia dos Professores, comemorado hoje, 15 de outubro. Se é verdade que o descaso com a data pode pegar mal, pior é o tratamento dispensado ao magistério, ao longo dos últimos meses.
As reivindicações dos servidores em sala de aula, a exemplo da regularização do triênio, são as mais justas, previstas em Lei. Apesar disso, o governador os trata a pontapés, como se luta por condições adequadas de trabalho fosse atravessada por interesses diversos.
Nada de novo. O ideal de uma educação pública e de qualidade é bastante antigo. A data que inspirou o dia dos professores, por exemplo, remete à assinatura de um decreto imperial instituindo o ensino elementar. A partir de então, toda vila, cidade ou lugarejo do Brasil deveria criar as primeiras escolas primárias do país, então chamadas “Escolas de Primeiras Letras”.
Entre a assinatura do referido documento, em pleno Brasil Império, e a instituição da Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), estabelecendo as linhas mestras da educação, entretanto, pouca coisa mudou, efetivamente. O grande desafio dos professores continua sendo a valorização e o reconhecimento profissional.
Uma conquista que passa pela remuneração digna do profissional à frente das salas de aula, condições de trabalho e a garantia de uma preparação profissional condizente com a realidade vivenciada nas escolas da rede pública, além de formação continuada dos educadores.
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