Apenas uma prisão em flagrante foi registrada durante a votação, um evento sem relação direta com a disputa eleitoral
O voto de cabresto ainda povoa o imaginário dos reacionários de plantão. Não há como chegar a outra conclusão, ante os crimes eleitorais flagrados durante a sucessão municipal, nos quatro cantos de Sergipe. Felizmente, a Secretaria de Segurança pública está atenta à sombra projetada sobre o direito ao voto – individual e secreto.
Durante o pleito do último domingo, a SSP registrou 330 ocorrências atendidas pela Polícia Militar e 56 boletins de ocorrências registrados pela Polícia Civil, além das ações inerentes a atendimentos pré-hospitalares do Corpo de Bombeiros. Apenas uma prisão em flagrante foi registrada durante a votação, um evento sem relação direta com a disputa eleitoral.
Dos 330 registros de ocorrência atendidos pela Polícia Militar, em torno de 65% foram referentes a casos de compra de votos, suspeita de compra de votos e corrupção eleitoral.
Já a Polícia Civil registrou uma prisão em flagrante pelas práticas de lesão corporal, resistência, ameaça e impedimento ou embaraço da votação. A instituição também registrou 56 boletins de ocorrência, dos quais a maioria foi referente a ameaça, desobediência, boca de urna e fotografia da urna.
O voto de cabresto é incompatível com a tecnologia das urnas eletrônicas e os princípios democráticos. Ainda assim, candidatos inescrupulosos, inconformados com os postulados do regime vigente – no qual todos os votos têm o mesmo valor -, têm assediado eleitores.
De nada adiantará. Colocada à prova, a democracia brasileira tem dado mostras de sua maturidade. E as forças de segurança do estado estarão nas ruas durante o segundo turno das eleições municipais para garantir a segurança e a lisura do pleito, o respeito à soberania do voto e a vontade sagrada do eleitor.


