Gabriel Damásio
Dois adolescentes, com idades de 14 e 17 anos, são apontados como responsáveis pelo assassinato da comerciante Kenia Patrícia Barreto Santos, 45 anos. O crime aconteceu após uma tentativa de assalto na noite da última sexta-feira, no loteamento Marivan, bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju). Os suspeitos foram apreendidos ontem de manhã por policiais da Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em cumprimento a mandados de internação expedidos pela Justiça.
Os menores foram identificados durante as investigações do caso pela Depca, que trabalhou em conjunto com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Eles se baseiam em relatos de testemunhas e em imagens de uma câmera de segurança situada na rua onde o crime aconteceu. A polícia apurou que Kenia estava saindo de um mercadinho que administrava junto com o marido, e preparava-se para sair em sua moto, quando os dois infratores chegaram e anunciaram o assalto. A vítima teria acelerado para tentar fugir dos bandidos, mas um deles atirou três vezes.
Kenia foi baleada na altura da cabeça e foi perdendo muito sangue, mas chegou a dirigir sua moto até a porta de uma sorveteria na Avenida Tiradentes, onde caiu e foi perdendo as forças, sem conseguir sair da moto. Ela chegou a ser socorrida por outros comerciantes, mas morreu a caminho do Hospital de Urgência João Alves Filho (Huse).
Os dois adolescentes prestaram depoimento na Depca, após serem apreendidos. Segundo a Polícia Civil, eles confessaram a participação na ocorrência e que teriam o interesse de subtrair a moto da vítima. Agora, resta esclarecer quem foi o autor dos tiros e como eles conseguiram a arma do crime. Os rapazes acabaram indiciados pelo ato infracional de latrocínio (roubo seguido de morte), o que fará o caso ser encaminhado ao Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri). A Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário os mandados de internação, que foram cumpridos. Após a conclusão do inquérito policial, o caso será entregue ao Ministério Público e ao Judiciário. Se condenados, os adolescentes ficarão apenas três anos internados em um centro socioeducativo, pena máxima para atos infracionais, prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.


