Ajustes nos protocolos

Até segundo aviso, as restrições vigentes durante o reinado de Momo seguem válidas após o feriado. O governador Belivaldo Chagas pretende, assim, evitar o aumento de casos de covid em Sergipe, administra antídoto preventivo contra eventual ressaca de carnaval.
De fato, melhor prevenir do que remediar. Embora a memória pouca dos baladeiros ignore os riscos da epidemia, a realidade de hospitais lotados e sistemas público e privado de saúde à beira do colapso, no auge da pandemia ainda em curso, adverte sobre o perigo de ignorar o potencial letal do vírus. Na quarta-feira de cinzas, aliás, o Brasil ultrapassou o marco de 650 mil mortes causadas pela covid.
A pandemia é uma questão de saúde pública com reflexos sobre todos os aspectos da vida nacional. O contágio por covid-19 tem, por exemplo, sérias implicações sobre o aprendizado de crianças e adolescentes em idade escolar. Segundo estudo da Secretaria de Educação de São Paulo, 96,6% dos estudantes terminaram a escola com desempenho insuficiente em matemática, ano passado. Em média, a defasagem chega a quase seis anos, com o aluno terminando o terceiro ano com o conhecimento previsto para o sétimo ano do ensino fundamental.
Tudo indica, o pior já passou. Em Sergipe, a campanha de vacinação já imunizou mais de 70% da população. Se o vírus não tomou parte na folia e uma nova variante da covid não estragar a festa, logo será possível baixar a guarda e voltar a viver sem as máscaras, sem qualquer distanciamento, sem medo de ser feliz.

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