Além do mínimo

O Hospital de Cirurgia é referência em alta complexidade para o SUS (Ascom/HC)

Os pacientes renais têm motivos de sobra, a começar pela própria dor, para comemorar a retomada dos transplantes no estado

Era vergonhoso. Até hoje, desde há treze anos, seria impossível ser beneficiado com um transplante de rim na rede estadual de saúde. Só agora, após um contrato celebrado entre o Governo de Sergipe e o Hospital Cirurgia, será possível oferecer esperança e qualidade de vida aos pacientes com deficiência renal em Sergipe.
O governador Fábio Mitidieri assinou, nesta quarta-feira (3), o contrato com a Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia para a retomada dos transplantes de rim e início dos transplantes de fígado no estado, além de viabilizar benefícios para a rede filantrópica de saúde de Sergipe.
O anúncio realizado esta semana rima com o investimento do Estado de Sergipe. São cerca de R$ 2,4 bilhões, 17% da receita, acima da determinação legal de 12%.
O coordenador da Central Estadual de Transplantes, Benito Fernandez, lembrou que esta é a primeira vez na história de Sergipe que uma gestão pública inclui o transplante de órgãos no Plano de Governo. “No ano passado, mandamos 56 rins para serem transplantados em outros estados e, este ano, enviamos 37. Esperamos que esses órgãos não saiam mais daqui, que eles sejam transplantados aqui no estado”.
Certamente haverá quem argumente que, ao enfrentar o problema, o governador faz o mínimo, nada além da própria obrigação. Talvez seja assim mesmo. Os pacientes renais, contudo, têm motivos de sobra, a começar pela própria dor, para argumentar em sentido diferente.
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