ANO NOVO, E AGORA?

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo
Os festejos de final de ano, a exemplo do Natal e do Ano Novo, não expressam a essência dos seus significados e sentidos. O primeiro, para os cristãos, o nascimento do guardião da Terra, espírito singular, luminoso, de suprema grandeza. O segundo, a renovação de "esperas e esperanças", algumas nunca chegam, são esquecidas no tempo, "ano-após-ano", manipuladas por nostalgias, ilusões e seletivos interesses.
Essas datas, não tem unidade no tempo e espaço. Elas foram apropriadas por determinismos econômicos, políticos e ideológicos, a exemplo dos castigos, pecados, cismas, dominação e acumulação. A Igreja Católica, organização poderosa, disciplinada, hierárquica, com história, riqueza, poder, persuasão e capilaridade mundo afora apropriou-se do Natal. Originalmente, essa data, celebrava o nascimento anual do "Deus Sol" no solstício de inverno. O historiador cristão Sextus Julius Africanus, cravou o aniversário de nascimento de Jesus Cristo no dia 25 de dezembro. Não deveria ser lembrada apenas a paixão de Cristo, mas o seu reencarne no mundo terreno. Aceito pela Igreja Católica no Século IV, quando o cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano.
O novo ano, festejado no primeiro dia do ano, não tem unidade universal. Ele foi acolhido pelo calendário gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 e adotado imediatamente pela Espanha, Itália, Portugal, Polónia, países da Europa, o continente, que deu forma ao mundo e constituiu algumas das chamadas "nações incompletas", posteriormente integrado aos países ocidentais, a exemplo do Brasil. Na China, país mais populoso do planeta, de coloração marxista, diferente do Ocidente, o ano inicia no primeiro dia em que a lua está na fase nova. Em 2020 o ano iniciará em 25 de janeiro, quando começará o "Ano do Rato", cujo término será em 11 de fevereiro de 2021.
O foco das celebrações concentra no tempo curto de um dia, festividades, consumo e excessos materiais, a exemplo de presentes, ceias, bebidas, bailes, fogos, máscaras e outros artificiais louvores. O ideal seria definir compromissos duradouros perante as situações de "provas, expiações", pobreza, miséria e desigualdade em sociedades "irmanadas em Cristo". As comemorações nesse sentir, devem ultrapassar a linearidade do tempo anual, tal qual, Washington do Cordel, de Rio Real, donde também escrevi uma "Carta a Papai Noel", em sua poesia diz: "Enquanto muitos têm ceia. Outros ficam sem comer. Se houvesse compreensão. Mudava a situação. Pois somente a união. Apaga qualquer sofrer. Enquanto muitos têm ceia. Outros ficam sem comer".
Os desafios estão postos para o ano nascente, muito além de novo, mas do esperado "ano bom". Ao invés de festejos, gastos e magias, a decisão dever ser de mudança, primeiro na individualidade e a seguir em todos nós. Metas para o ano que se inicia, deve enfrentar entre outros, os "conflitos existenciais" que atormentam a vida, como a "preguiça" – o desvio de conduta; a "raiva" –  o ego ferido; e o "ressentimento" – o poder e o orgulho alvejados. Caso sejam muitos, optemos por apenas um e teremos um novo ano luminoso. A cura dessas mazelas, não está nas celebrações e desperdícios, mas na convivência social e fraterna, no servir ao próximo, na mudança de atitude egoísta e orgulhosa, na prática do bem e no autocontrole. Nada impossível de ser tentado ao menos uma vez no ano que estar porvir. 
Caso os desejos ultrapassem a individualidade, vamos aos "compromissos com a coletividade": a "sustentabilidade" –  aliança com as gerações futuras, o desenvolvimento e o meio ambiente; a "solidariedade" –  olhar perante a cidadania, distribuição de riqueza, renda, poder, educação e cultura; e a "ética da responsabilidade" –  romper com a corrupção, a predação e os hábitos de excessos com uma natureza esgotável. Na unicidade real do "tempo e espaço", em outra dimensão, o velho ano não se extingue, ele penetra no ano seguinte, e se torna um único e duradouro ano, que pode ser "novo ou velho". O destino não é determinista, nem fatalista, ele está livre em nossas mãos. 
* Manoel Moacir Costa Macêdo
Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brigthon, Inglaterra

Na unicidade real do "tempo e espaço", em outra dimensão, o velho ano não se extingue, ele penetra no ano seguinte, e se torna um único e duradouro ano, que pode ser "novo ou velho"

* Manoel Moacir Costa Macêdo

Os festejos de final de ano, a exemplo do Natal e do Ano Novo, não expressam a essência dos seus significados e sentidos. O primeiro, para os cristãos, o nascimento do guardião da Terra, espírito singular, luminoso, de suprema grandeza. O segundo, a renovação de "esperas e esperanças", algumas nunca chegam, são esquecidas no tempo, "ano-após-ano", manipuladas por nostalgias, ilusões e seletivos interesses.
Essas datas, não tem unidade no tempo e espaço. Elas foram apropriadas por determinismos econômicos, políticos e ideológicos, a exemplo dos castigos, pecados, cismas, dominação e acumulação. A Igreja Católica, organização poderosa, disciplinada, hierárquica, com história, riqueza, poder, persuasão e capilaridade mundo afora apropriou-se do Natal. Originalmente, essa data, celebrava o nascimento anual do "Deus Sol" no solstício de inverno. O historiador cristão Sextus Julius Africanus, cravou o aniversário de nascimento de Jesus Cristo no dia 25 de dezembro. Não deveria ser lembrada apenas a paixão de Cristo, mas o seu reencarne no mundo terreno. Aceito pela Igreja Católica no Século IV, quando o cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano.
O novo ano, festejado no primeiro dia do ano, não tem unidade universal. Ele foi acolhido pelo calendário gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 e adotado imediatamente pela Espanha, Itália, Portugal, Polónia, países da Europa, o continente, que deu forma ao mundo e constituiu algumas das chamadas "nações incompletas", posteriormente integrado aos países ocidentais, a exemplo do Brasil. Na China, país mais populoso do planeta, de coloração marxista, diferente do Ocidente, o ano inicia no primeiro dia em que a lua está na fase nova. Em 2020 o ano iniciará em 25 de janeiro, quando começará o "Ano do Rato", cujo término será em 11 de fevereiro de 2021.
O foco das celebrações concentra no tempo curto de um dia, festividades, consumo e excessos materiais, a exemplo de presentes, ceias, bebidas, bailes, fogos, máscaras e outros artificiais louvores. O ideal seria definir compromissos duradouros perante as situações de "provas, expiações", pobreza, miséria e desigualdade em sociedades "irmanadas em Cristo". As comemorações nesse sentir, devem ultrapassar a linearidade do tempo anual, tal qual, Washington do Cordel, de Rio Real, donde também escrevi uma "Carta a Papai Noel", em sua poesia diz: "Enquanto muitos têm ceia. Outros ficam sem comer. Se houvesse compreensão. Mudava a situação. Pois somente a união. Apaga qualquer sofrer. Enquanto muitos têm ceia. Outros ficam sem comer".
Os desafios estão postos para o ano nascente, muito além de novo, mas do esperado "ano bom". Ao invés de festejos, gastos e magias, a decisão dever ser de mudança, primeiro na individualidade e a seguir em todos nós. Metas para o ano que se inicia, deve enfrentar entre outros, os "conflitos existenciais" que atormentam a vida, como a "preguiça" – o desvio de conduta; a "raiva" –  o ego ferido; e o "ressentimento" – o poder e o orgulho alvejados. Caso sejam muitos, optemos por apenas um e teremos um novo ano luminoso. A cura dessas mazelas, não está nas celebrações e desperdícios, mas na convivência social e fraterna, no servir ao próximo, na mudança de atitude egoísta e orgulhosa, na prática do bem e no autocontrole. Nada impossível de ser tentado ao menos uma vez no ano que estar porvir. 
Caso os desejos ultrapassem a individualidade, vamos aos "compromissos com a coletividade": a "sustentabilidade" –  aliança com as gerações futuras, o desenvolvimento e o meio ambiente; a "solidariedade" –  olhar perante a cidadania, distribuição de riqueza, renda, poder, educação e cultura; e a "ética da responsabilidade" –  romper com a corrupção, a predação e os hábitos de excessos com uma natureza esgotável. Na unicidade real do "tempo e espaço", em outra dimensão, o velho ano não se extingue, ele penetra no ano seguinte, e se torna um único e duradouro ano, que pode ser "novo ou velho". O destino não é determinista, nem fatalista, ele está livre em nossas mãos. 

* Manoel Moacir Costa MacêdoEngenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brigthon, Inglaterra

 

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