A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan obteve 79,6% de eficácia nos ensaios clínicos. Independente do que venha a ocorrer até que o imunizante seja efetivamente disponibilizado, em benefício da população, esta é, desde já, uma vitória da Ciência.
A expectativa é das mais positivas. De acordo com a instituição, o acompanhamento com um grupo de 16 mil participantes por dois anos não registrou ainda nenhum caso grave da doença entre os que receberam a vacina.
Dedos cruzados, portanto. Os brasileiros tiveram uma boa mostra do estrago causado pelo negacionismo científico durante a pandemia de covid-19 – um problema que, em verdade, ultrapassa gerações.
Aqui, a cobertura vacinal vem deixando muito a desejar. Erradicada desde 1994, a pólio, por exemplo, volta a preocupar as autoridades sanitárias. Sem campanhas de conscientização, sem a imunização em massa, as crianças brasileiras podem arcar com consequências terríveis, fruto de negligência e desinformação, uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e os seus próprios pais.
Fatos atestam, a produção científica é aliada do bem estar e da vida. Embora tenha enfrentado toda sorte de resistência da parte da Presidência da República, a vacinação em massa sempre foi a única estratégia capaz de dar fim à pandemia de covid. Somente com o avanço do Plano Nacional de Imunização foi possível superar o período mais agudo da crise sanitária. Apenas mais uma entre as tantas e inegáveis vitórias da Ciência.


