Não é prudente ignorar sintomas gripais, sobre tudo após a descoberta do coronavírus. Nas faixas etárias e grupos populacionais mais vulneráveis, com sistema imunológico deficiente, o que pode parecer um resfriado persistente pode ter consequências graves. Em casos extremos, há necessidade de internação e risco de morte.
Não se trata aqui de alarme, mas de atenção. Há razão de sobra para a população tomar cuidado. O aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em crianças e adolescentes é sazonal, ocorre em todo o Brasil entre março e abril. Em Sergipe já foram notificados 576 casos de SRAG. Entre as vítimas, há 334 crianças de até dez anos – 116 contam menos de um ano de idade.
O alerta epidemiológico lançado pela Secretaria de Estado da Saúde insiste no aviso de prevenção que poderia ter salvado milhares de vidas durante a pandemia de covid-19. Cuidados simples, como a lavagem regular das mãos e o uso de máscaras de proteção ao primeiro sinal de gripe revelam o devido respeito pela vida.
O aviso está dado, a campanha de conscientização já está nas ruas. Convém não fazer ouvidos de mercador. Crianças, idosos, pessoas com o sistema imunológico comprometido precisam tomar muito cuidado, colocar a barba de molho, a bem de si mesmo e em respeito aos outros. Em linguagem popular: o seguro morre de velho.


