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Censo 2022 revela mais de 28 mil quilombolas e 4.708 indígenas em Sergipe


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Publicado em 29 de novembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


‘Censo 2022: Quilombolas e Indígenas em Sergipe’ foi o evento organizado pela Frente Popular Sergipe, na sede da CUT/SE, a partir da apresentação de dados feita pela Coordenação Técnica do IBGE.
A atividade foi realizada no dia 17 de novembro e representa um feito inédito do IBGE. É que pela primeira vez na história do Brasil, a população quilombola foi recenseada e identificada enquanto grupo étnico, o que permite o acesso a informações importantes sobre condições de vida, habitação, emprego, renda, perspectiva de futuro e todos os dados necessários para compor o mais fiel retrato demográfico e socioeconômico dos quilombolas no Brasil. Neste primeiro momento, foi apresentada a pesquisa “Brasil quilombola: quantos somos, onde estamos?”.
Secretária de Combate ao Racismo da CUT/SE, Arlete Silva, destacou a importância dessas informações e citou o questionário do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) debatido em sala de aula. “Muitos alunos me questionaram sobre os detalhes do questionário do SAEB que contabiliza, por exemplo, quantas residências da população negra brasileira não possuem banheiros dentro de casa. É muito importante sabermos com detalhe quem é a população quilombola do Brasil e de Sergipe e como ela vive”, declarou Arlete.
O Estado de Sergipe possui a 9ª maior população quilombola do Brasil, com um total de 28.124 pessoas. Entre os quilombolas que residem no território oficialmente demarcado estão: Santa Luzia do Itanhy (4.405), Laranjeiras (2.903), Brejo Grande (1.333), Japoatã (991), Capela (769), Poço Redondo (722), Canhoba (685), Porto da Folha (657), Japaratuba (632), Barra dos Coqueiros (530) e Pirambu (442).
 
Índios – Em Sergipe, a população indígena é de 4.708 pessoas. Do total de indígenas de Sergipe, apenas 329 vivem em terra indígena enquanto 4.379 vivem em contexto urbano. Proporcionalmente, os municípios com maior população indígena são: Porto da Folha, Cumbe, Siriri, Telha, Propriá, São Francisco, Santa Rosa de Lima, Aracaju e Malhada dos Bois. Já, numericamente, há mais indígenas em Aracaju (1.944) que na terra indígena Ilha de São Pedro, onde habita o único povo oficialmente indígena de Sergipe.
A professora Edi Serigy alertou que a divulgação sobre o baixo percentual de povos indígenas em relação ao total da população brasileira tem se naturalizado de forma preocupante. Estudos indicam que no início do século XVI havia entre 8 e 10 milhões de indígenas no território denominado pelo povo Tupi de Pindorama, hoje Brasil. Logo, número como os apresentados deveriam estarrecer a sociedade de forma que políticas públicas fossem aplicadas para barrar o genocídio em curso desde 1.500.
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