Milton Alves Júnior
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Por constatar a precariedade do Mercado Albano Franco após ações públicas ajuizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE), na semana passada a Prefeitura de Aracaju deu início a uma série de reestruturação do espaço que não oferece higiene e total garantia na qualidade dos produtos comercializados. Através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), a meta da administração municipal é reforçar a estrutura do telhado e promover limpezas gerais ao menos uma vez por semana. Apesar do esforço da atual gestão, comerciantes dizem não acreditar em uma mudança significativa, e que convença a população que a realidade no Albano Franco será outra, mais positiva.
O vendedor Joselito dos Santos, que trabalha no mercado há mais de 15 anos, disse que esse mesmo serviço já foi promovido por outros prefeitos em recentes gestões. "Eu e muitos outros que trabalham semanalmente aqui não acreditamos nessa mudança. Serviço de limpeza, manutenção em telhado, banheiros e bancas vinha sendo feito pelos ex-prefeitos, e a realidade é essa que todos podem presenciar. Aqui é um reduto de ratazanas, traficantes e prostitutas", disse o comerciante. Ao todo, o local reúne mais de 350 boxes que comercializam alimentos, vestuário e produtos eletrônicos.
Com as vendas em baixa, a vendedora de frutas e verduras Jéssica Lima disse que devido às informações apresentadas pela imprensa sergipana muitos consumidores estão migrando para a Central de Abastecimento de Aracaju (Ceasa), ou para supermercados. Para ela, as informações publicadas retratam a precária situação. "Infelizmente é isso mesmo que ocorre. É difícil porque precisamos desse local para vender nossos produtos e garantir o pão de cada dia, mas só em ter conhecimento que ratos estão soltos por aí roendo carnes e mariscos nas câmaras de ar, já me causa arrepios", lamentou.
Reconhecendo os problemas, a consumidora Raffaela Moura afirmou que após as ações do MPE mudaram os conceitos e decidiu apenas ir ao Mercado Albano Franco para adquirir produtos que, apesar da falta de higiene por parte de alguns comerciantes, não interfira na respectiva qualidade. "Ovo, ração para animais e carvão, por exemplo, é o que eu compro por aqui. Sabemos que a maioria dos vendedores preza pela limpeza da banca, mas outros não têm o mesmo cuidado e acabam contribuindo para essa nojeira. Acho que a prefeitura deveria encontrar um local temporário para todos, demolir isso aqui e construir outro mais moderno", garantiu.
Lavagem – De acordo com informações publicadas pela Emsurb, no site oficial da prefeitura, na tentativa de melhorar a higiene do mercado, nesta segunda-feira, 11, o setor de pescados será interditado para que possa ser promovida uma lavagem geral. Como o setor de carnes passa pelos mesmos problemas, essa atividade também deve ser realizada pelos agentes de limpeza.


