Comida na mesa

O Governo de Sergipe abriu os cofres a fim de investir no agronegócio. Não se fala aqui de pouco dinheiro, mas de recursos na ordem de R$ 100 milhões. O melhor de tudo, no entanto, não diz respeito ao volume do montante disponibilizado pelo Pró-Campo. A agricultura familiar também será contemplada pelo programa.
Os números apontam o acerto do governo estadual. De fato, a agricultura familiar ocupa uma extensão de área de 80,9 milhões de hectares, o que representa 23% da área total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. O levantamento do Censo Agropecuário de 2017, realizado em mais de 5 milhões de propriedades rurais do país, aponta que 77% dos estabelecimentos agrícolas foram classificados como de agricultura familiar. Ainda segundo as estatísticas, a agricultura familiar emprega mais de 10 milhões de trabalhadores, o que corresponde a 67% do total de pessoas ocupadas na agropecuária, em 2017, quando foi realizado o levantamento.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva, o programa foi pensado para reestruturar a agricultura sergipana, beneficiando a agricultura familiar e toda a cadeia produtiva do agronegócio. “A preocupação maior é gerar renda, emprego e atividades que fortaleçam cada vez mais a agricultura, com foco na agricultura familiar. Mas é uma programação mais ampla, para o agro como um todo”, pontuou o secretário.
Convém sublinhar, portanto, a sintonia entre o governo de Sergipe e as melhores políticas agrícolas, mundo afora. Não foi à toa que, em 2019, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a Década da Agricultura Familiar, que está sendo implementada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), com a finalidade de fortalecer a agricultura familiar por meio da criação de políticas públicas que englobem questões econômicas, sociais e ambientais. Trata-se de colocar comida na mesa da população.

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