Como urubus

Os golpistas tentam levantar recursos sob a alegação de arrecadar doações em favor das vítimas

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Toda tragédia, eles aparecem e mostram o bico imundo, como urubus atraídos pela carniça: golpistas estão se aproveitando da comoção provocada pela queda de um avião no interior de São Paulo para tentar ludibriar os incautos e auferir vantagens financeiras. Trata-se de crime e também de um acinte, um disparate.
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O Ministério Público de São Paulo investiga 31 perfis suspeitos de aplicar golpes online usando fotos de vítimas da queda do avião da Voepass na última sexta-feira em Vinhedo (SP). O acidente, que matou 62 pessoas – a maior tragédia aérea do Brasil em 17 anos.
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Os golpistas tentam levantar recursos sob a alegação de arrecadar doações  em favor das vítimas. A investigação está sendo conduzida pelo Cyber Gaeco, unidade do Ministério Público de São Paulo responsável pela investigação de crimes em ambientes virtuais. A apuração é feita em conjunto com o Cyber Lab do Ministério da Justiça.
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Mais uma vez, fica o alerta: A internet não é uma terra de faz de conta, sem nenhum ponto de contato com a realidade tangível. Muito ao contrário. Além de ambiente muito atrativo para o comércio de bens e serviços, além de configurar uma grande arena pública e ser usada um grande balcão de ideias, a rede mundial de computadores é também um espaço de convivência, frequentado por todo tipo de gente – criminosos incluídos.
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