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Companhia tóxica


Publicado em 03 de julho de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Embora já não desfrute do charme ostentado em outro tempo, quando tinha status de estrela de cinema, o cigarro é ainda hoje uma companhia constante para 750 milhões de usuários, em todo o mundo. Constante e tóxica. O elenco de doenças provocadas pelo hábito de fumar cigarro faz do tabagismo uma questão de saúde pública.
O cigarro está fora de moda. Mesmo assim, ainda sustenta uma indústria responsável por cifras astronômicas. Para fazer oposição a interesses tão vultosos, somente com a mobilização de governos e instituições de grande porte, como a Organização Mundial de Saúde.
A dependência química provocada pelo tabagismo exige tratamento. Eis, em suma, a postura da OMS frente ao tema, reafirmada ontem. A Organização publicou um conjunto de intervenções contra o tabagismo, incluindo apoio comportamental a ser oferecido por profissionais de saúde, intervenções digitais e tratamentos farmacológicos. Esta é a primeira vez que a entidade apresenta diretrizes para o tratamento contra o tabagismo.
Mais uma vez, é preciso defender o óbvio. A toda poderosa Souza Cruz domina o mercado brasileiro de cigarros há décadas. Seria lícito colocar na conta da gigante, por conseguinte, o montante dispensado por Governo Federal, estados e municípios brasileiros em diagnósticos e tratamentos de câncer de pulmão, câncer de boca, câncer de laringe, câncer de estômago, leucemia, infarto do miocárdio, enfisema nos pulmões, impotência sexual, bronquite, trombose vascular, catarata, aneurisma arterial, rinite alérgica, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e angina. Todas as doenças relatadas são provocadas pelo consumo regular de cigarro.
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