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CONSCIENTIZAÇÂO ECOLÓGICA


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Publicado em 13 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Manoel Moacir Costa Macêdo

Aplausos à Federação Espírita Brasileira – FEB, pela “Campanha Espírita Permanente de Conscientização Ecológica”. Apesar de tardia, é bem-vinda, vez que foi iniciada no ano passado, enquanto a problemática ambiental, a exemplo do aquecimento global, da emissão de gases de efeito estufa e da grave crise ambiental, resumida na mudança climática, vem de longe e ameaça a Terra em sua completude. Planeta que nos acolhe generosamente, com alimento, ar, proteção e vida. A casa do Homo sapiens suplica por cuidados.
A doutrina espírita tem como princípios a crença racional no espírito, princípio inteligente do pensamento e senso moral; no corpo, matéria pesada que vincula o espírito com o exterior e no períspirito, envoltório fluídico, leve e intermediário entre o espírito e o corpo. Ciência, filosofia e religiosidade lastreiam o modo de entender os mistérios de “onde vimos e para onde vamos”. Vinculações que definem a humanidade como espíritos reencarnados. A imortalidade da alma está na essência do paradigma em construção da pós-materialidade, livre de dogmas, ritos, cores, hierarquias, proprietários e promessas.
No dizer da FEB, “o movimento espírita e o espiritismo podem oferecer soluções aos atuais problemas socioambientais, com a finalidade de melhoria dos indivíduos e da coletividade. Espiritismo e Ecologia são ciências afins, sinérgicas, que sugerem abordagens sistêmicas da realidade, despertando uma visão integral da Natureza, material e espiritual”. No mesmo sentido, a ciência positivista em seminários, conferências, estudos e pesquisas, demonstra pela via do método científico os efeitos graves da mudança climática e os riscos da sobrevivência da vida humana na Terra.
Em acordo com os argumentos da doutrina espírita, codificada no século XIX, pelo cientista francês e membro da academia francesa de ciências, professor Allan Kardec, em resposta à pergunta do codificador à espiritualidade: “Por que a Terra nem sempre produz bastante para fornecer o necessário ao homem [e a mulher]”? Eis a resposta: “É que, o homem a negligencia, o ingrato, no entanto, ela é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se […].”
Pela rota da ciência, na28ª Conferência sobre Mudanças Climática – COP 28, recentemente realizada em Dubai, com representantes do concerto das nações do planeta, debateram a grave e urgente ameaça da mudança climática. Cientistas afirmaram que ainda é possível limitar o aumento da temperatura a 1.5°C, patamar da vida, com ações globais e imediatas. O Brasil, “coração do mundo e pátria do evangelho”, relevante ator na problemática ambiental terrena, possuidor de florestas, água, solos, matriz energética limpa e biodiversidade estratégica, arguiu com ações urgentes e necessárias: redução do desmatamento nos biomas Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado; transição ecológica e energética;substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis e com baixa emissão de poluentes; e oportunidade de negócios e investimentos em economia verde e sustentabilidade.
Ao final, para a FEB, “importa considerar os benefícios de saúde, ambientais, socioeconômicos e espirituais proporcionados por uma conscientização ecológica que estimule a adoção de hábitos sustentáveis, como, redução do uso de descartáveis; aquisição de produtos locais; promoção de ações de cuidado com o solo e a água; e o incentivo a dietas que reduzam ou eliminem o consumo de produtos de origem animal, em respeito a todos os seres”. Para tanto é imperativo, “promover a conscientização perante a Natureza, que transcenda os interesses exclusivamente humanos e inclua o direito de viver de todas as espécies que contribuam para a mudança individual e coletiva, em prol do equilíbrio dos ecossistemas”.
A hora é agora. O futuro chegou. Ou sobreviremos todos, ou ninguém será salvo.

* Manoel Moacir Costa Macêdo é engenheiro agrônomo, advogado e atua no movimento espírita de Sergipe.

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