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Com a corda no pescoço


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Publicado em 13 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Quase metade dos sergipanos tem dívidas em atraso, inadimplente, com a corda no pescoço, como diz o próprio povo enquanto conta os trocados na feira, em linguagem popular. A imagem é precisa. Para 41% da população, é preciso rebolar para chegar ao fim do mês.
O percentual é muito alto, sintoma de um ambiente econômico problemático. Com o desemprego nas alturas já por muitos anos, mais a informalidade massiva e a apatia do governo estadual, boa parte da população não consegue honrar os compromissos assumidos.
Esta não é uma questão de educação financeira. Mas de política pública. A promessa de gerar emprego e renda, compromisso assumido pelo presidente Lula durante a campanha eleitoral, já redunda em consequência estatística. Em Sergipe, no entanto, as oportunidades de trabalho ainda estão muito aquém da demanda, há um enorme contingente de trabalhadores ociosos, ansiosos para botar a mão na massa.
O Brasil teve um saldo positivo de 130.097 postos de trabalho com carteira assinada, ao fim do ano passado. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), foram registrados 1.866.752 admissões e 1.736.655 demissões. Em Sergipe foram gerados 9.485 empregos com carteira assinada e demitidos 7.746 trabalhadores, em novembro – um saldo positivo de apenas 1.739 postos de trabalho.
Quase metade dos sergipanos está inadimplente. Eis aqui mais um dado a reclamar providências ao governo do estado.
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