Crime é crime

A depender do Ministério Público do Trabalho em Sergipe, o assedio eleitoral não restará impune. As denúncias registradas no estado já redundam em providências. O patrão que insistir na tentativa de influenciar o voto de seus empregados vai pagar caro pelo crime.
O termo de ajustamento de conduta imposto a uma fábrica de bordados é exemplar. A empresa foi obrigada a observar o direito ao livre exercício do voto de seus empregados. Além disso, foi alertada a respeito das sanções a serem impostas em caso de reincidência. A multa pesada deve inibir o pendor senhorial de certos empregadores.
Há denúncias de assédio eleitoral formalizadas em diversos municípios sergipanos. Para surpresa geral, Estância, Japoatã e Tobias Barreto, além da capital do estado, ainda convivem a sombra reacionária do voto de cabresto.
O assédio eleitoral não poupa nem mesmo os ambientes de trabalho mais sofisticados. Em Aracaju, a proprietária do Hospital Oftalmos foi denunciada por intimidar e ameaçar de demissão uma funcionária que votou em Lula no 1º turno das eleições. A trabalhadora que denunciou o crime revelou que as secretárias que não votarem em Lula receberam a promessa de ganhar R$ 200 de bônus.
Os senhores de engenho extemporâneos podem botar a barba autoritária de molho. Tanto o assédio eleitoral quanto a compra de votos constituem crime. E como tal devem ser tratados pelas autoridades.

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