Em tempo de crise, o bom senso recomenda, é preciso olhar pelos mais vulneráveis. Assim tem ocorrido, ao menos em Sergipe. A Prefeitura de Aracaju tomou providências logo nos primeiros dias de isolamento social, com a distribuição de alimento entre os estudantes da rede municipal de ensino. Ontem, a Prefeitura de São Cristóvão anunciou medida no mesmo sentido.
Em São Cristóvão, dez mil famílias atendidas pelo programa Bolsa Família vão receber uma cesta básica, ampliando a política de assistência já desenvolvida no município, uma exigência do combate ao coronavírus. O contexto exige mesmo a previdência dos gestores. A crise é, sobretudo, social.
A expectativa é de atividade econômica deprimida, ao longo dos próximos meses. Com a diminuição de renda e o aumento do desemprego, efeitos perversos da pandemia, milhões de brasileiros devem cruzar a linha da pobreza, ao longo dos próximos meses. O governo federal, estados e municípios, terão de atuar de modo incisivo, a fim de amenizar as consequências de uma recessão muito prolongada, capaz de acentuar um quadro econômico já dramático.
Antes do coronavírus, o Brasil patinava em indicadores econômicos frustrantes. Não havia nem sinal de recuperação econômica no horizonte. Com a pandemia, a deterioração das condições de vida dos brasileiros preocupam.
Governadores e prefeitos já tomam providências. Mas o governo federal se recusa a assumir as próprias responsabilidades, empenhado em apontar inimigos outros, além do coronavírus. Se o negocionismo é ruim para o presidente Bolsonaro, flagrado de braços cruzados, para a população pode redundar em fome, terrível.


