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Depoimento de testemunhas


Publicado em 20 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


POLICIAIS E GUARDAS MUNICIPAIS QUE ESTAVAM DE PLANTÃO NA NOITE DA CHACINA DO HUSE AGUARDAM PARA DEPOR

Juíza ouve novas testemunhas da chacina do Huse

Foi realizada ontem no Fórum Gumercindo Bessa, bairro Capucho (zona oeste de Aracaju), mais uma audiência de instrução do processo que apura a "Chacina do Huse", ocorrida em 27 de abril deste ano. A juíza Soraia Gonçalves de Melo, da 8ª Vara Criminal de Aracaju, retomou os depoimentos das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, que acusa quatro réus pela morte de três pacientes baleados dentro da Ala Verde do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no Capucho. Desta vez, foram convocadas 17 testemunhas, incluindo oito policiais militares e dois guardas municipais que estavam de plantão na noite da chacina.

Uma primeira audiência já havia sido realizada em 11 de julho, quando 28 testemunhas indicadas pelo Ministério Público foram convocadas, mas apenas 11 foram ouvidas. O restante foi novamente convocado pela juíza, que marcou mais duas audiências, nos dias 6 e 8 de agosto, para ter mais tempo de ouvir todos os envolvidos, incluindo os réus e as testemunhas de defesa. A decisão, segundo ela, é por conta "da quantidade de testemunhas arroladas e em razão da complexidade do crime apurado". No dia de ontem, somente três testemunhas foram ouvidas.

Entre os que foram reconvocados, está Patrícia Santos, irmã do carpinteiro Márcio Alberto Silva Santos, 31 anos, um dos homens mortos dentro do hospital. Ela reafirmou ontem que testemunhou toda a chacina porque estava dentro do Huse e ao lado do irmão. Ela afirmou não ter dúvidas de que Márcio foi baleado na cabeça pelo tenente Genilson Alves de Souza, um dos réus, que está preso junto com o irmão, o soldado Jean Alves de Souza. "Eu estava com ele (Márcio) lá na hora quando o tenente Genilson em meu irmão. E eu pedia para ele não atirar no meu irmão, porque ele era inocente, não tinha nada ver. Falei que ele estava ali só pra fazer uma sutura no braço, porque ele tinha sofrido um acidente. E mesmo assim, ele atirou", disse Patrícia.

Genilson e Jean também foram trazidos à audiência, juntamente com os outros dois réus, o guarda municipal Ginaldo Alves de Souza e o agente socioeducativo Ralph Souza Monteiro. No entanto, eles foram retirados da sala a pedido das testemunhas, que temiam ser ameaçadas ou intimidadas por eles. Por isso, as testemunhas foram acompanhadas apenas pela juíza, pelo promotor Diego Gouveia Pessoa de Lima, da 8ª Vara Criminal, e pelos advogados de defesa Renilson Cruz Silva e Saul Silveira Schuster.

Toda a história da "Chacina do Huse" começou na noite de 26 de abril, quando um irmão do tenente Genilson teve a moto roubada. Na tentativa de recuperar a moto no dia seguinte, houve troca de tiros no bairro São Carlos (zona oeste), onde o padeiro Jailson Alves de Souza, outro irmão do tenente, foi morto, e os feridos foram levados ao Huse. A chacina, na sala de sutura do hospital, resultou na morte de um dos suspeitos do assalto e de outros dois pacientes que estavam sendo atendidos.

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