O horror derivado da pandemia ainda em cur so pode ser mensurado em número de mor tos e também em desempregados. Infelizmente, o governo federal pouco faz para evitar o pior, em um e outro caso.
Prejudicado pela crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, o emprego formal registrou, em maio, o terceiro mês seguido de desempenho negativo. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 331.901 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
Em Sergipe, a tendência de recrudescimento da crise no mercado de trabalho também é preocupante. De janeiro a maio de 2020 foram admitidos no estado de Sergipe 25.621 trabalhadores e nesse mesmo período foram desligados 38.661, com o fechamento de 13.040 postos de trabalho no ano de 2020 no estado. Só no mês de maio o estado perdeu 3.410 empregos. De lá pra cá, a crise não arrefeceu. Muito ao contrário.
Os dados do mercado do trabalho estão entre os mais sensíveis para os gestores cientes de sua responsabilidade social. Não bastasse a repercussão imediata nos cofres públicos, em função da queda no consumo, há também o reflexo na qualidade de vida da população. Em verdade, de uns anos pra cá, os brasileiros empobrecem sem reação à altura do poder público.


